Zé da Velha e Silvério Pontes em dois programas inéditos no SescTV

 

O trombonista e o trompetista são destaques em um documentário e um show no dia 7/6, domingo, a partir das 21h



Foto: Piu Dip.

 


 Com vinte e oito anos de parceria e seis álbuns gravados juntos, o trombonista Zé da Velha e o trompetista Silvério Pontes são conhecidos como a "menor big band do mundo". A parceria dos dois é celebrada em documentário da série Passagem de Som e em show da série Instrumental Sesc Brasil, que estreiam no dia 7/6, domingo, a partir das 21h. As produções têm direção para TV de Max Alvim.

 

O documentário mostra que o sergipano Zé da Velha começou a tocar com aproximadamente 16 anos. Seu pai, que era alfaiate e tocava saxofone, foi responsável por sua iniciação na música. Pouco tempo depois, o artista já dava aulas de trombone no Clube Bola Preta, no Rio de Janeiro - RJ, onde conheceu parte dos rapazes que tocavam com Pixinguinha (1827 – 1973). "Toquei com ele (Pixinguinha) várias vezes, eu e o pessoal da Velha Guarda". O apelido de Zé da Velha Guarda surgiu nessa época, quando o trombonista também tocou com Donga e João da Baiana, e, mais tarde, acabou se tornando Zé da Velha.

 

Silvério Pontes nasceu em uma família de músicos da cidade de Laje do Muriaé, interior do Rio de Janeiro. O pai, trompetista, influenciou Pontes na escolha do instrumento. Ao se mudar para Niterói, o músico possuía um sonho: conhecer o Zé da Velha. Um amigo o apresentou ao trombonista. "Aí pronto, não larguei mais do pé do Zé da Velha", recorda. Para o trombonista, o trompetista é como se fosse um filho mais velho.

 

Zé da Velha e Silvério Pontes citam compositores que sempre estão presentes no repertório da dupla, como os trompetistas Pedroca (1913) e Bonfiglio de Oliveira (1891-1940) (este também tocava contrabaixo acústico) e o clarinetista K-Ximbinho (1917-1980).

 

O documentário acompanha o encontro de Zé da Velha e Pontes com a cantora Dona Inah (1935), conhecida como "A dama do samba paulista". Ela rememora a época em que esteve em Cuba, onde gravou com o grupo Buena Vista Social Club e conheceu o compositor César Perez Portillo de la Luz (1922-2013). Na ocasião, ela foi pedir autorização para gravar uma das músicas do artista cubano. A produção ainda contempla depoimento da cantora Fabiana Cozza, que já fez diversos shows com o duo.

 

Na sequência, o canal exibe o show de Zé da Velha e Silvério Pontes na série Instrumental Sesc Brasil. A dupla apresenta composições de seu último álbum, Ouro e Prata, além de outras de nomes da música brasileira, como Zé Menezes, Geraldo Pereira, Paulinho da Viola, Jacob do Bandolim, Sivuca, Chico Buarque de Holanda, Luiz Gonzaga e  Humberto Teixeira. A sonoridade desse espetáculo passeia pelo choro, samba, maxixe, forró, bossa nova, jazz e gafieira.

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