Astro David Beckham viaja por todos os continentes para mostrar a paixão dos povos pelo futebol em documentário inédito do BBC Earth, no ar dia primeiro de março, às 22h30


 Em Papua Nova Guiné, o ex-jogador e embaixador do UNICEF confraterniza com crianças após jogo em terreno de barro. 

Em todo o mundo, Beckham recebe carinho da população e, por meio do futebol, registra a
alegria e a união de diferentes povos 

Especial mostra viagem de 10 dias pelo mundo com a realização de partidas de futebol em todos os sete continentes. Última parada acontece na Inglaterra com jogo em prol do UNICEF e participação de jogadores estrelas do esporte 

O astro inglês David Beckham, respeitado ex-jogador de futebol que, além do esporte, também chamou a atenção mundial nos anos 90 e 2000 pela personalidade e estilo próprio, com cortes de cabelo pouco convencionais e tatuagens por todo o corpo, já foi considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pelas revistas Forbes e Time. Atual embaixador do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Beckham, mesmo após ter encerrado a carreira profissional, criou a maior e mais desafiadora maratona de jogos para a sua vida.

Num curto período de 10 dias, Beckham viajou com dois grandes amigos para os quatro cantos do planeta. Seu objetivo: jogar uma partida de futebol em cada um dos sete continentes, em lugares com culturas e costumes completamente diferentes, tendo apenas a paixão pelo futebol como elo em todas essas localidades.

Essa emocionante aventura é narrada e conduzida pelo próprio astro no documentário inédito David Beckham For The Love Of The Game , uma produção da 7 Games e Big Earth para a BBC que estreia no canal BBC Earth na terça-feira, 1º de março, às 22h30, com reapresentações na quarta-feira, 2 de março, às 16h30, sábado, 5 de março, às 22 horas, e domingo, 6 de março, às 10h55 e às 16h15.

Em cada continente, além de ter jogado, Beckham também conheceu projetos sociais e ouviu histórias emocionantes de pessoas com realidades econômicas e humanitárias completamente diversas. Mas em comum, todos os entrevistados encontraram no futebol uma forma para melhorar e alegrar suas vidas.

O cronograma da viagem teve início na Papua Nova Guiné, na Oceania; seguindo para Katmandu, capital do Nepal, na Ásia; depois para República do Djibuti, no Leste da África; Buenos Aires, na Argentina; depois no gelado continente da Antártica; indo para Miami, nos Estados Unidos e, à parada final, na Europa, no estádio do Manchester United, na Inglaterra, clube que revelou Beckham para o futebol quando ele tinha 17 anos. Nos três primeiros destinos, também são mostrados os trabalhos do UNICEF para garantir condições alimentares, educacionais e sanitárias para as crianças locais.  

"O futebol me deu tudo na vida. Agora que minha carreira esportiva profissional acabou, nunca foi tão importante eu oferecer algo de volta", conta Beckham, que afirma ter aprendido muito em cada experiência dessa viagem. "A paixão pelo futebol conecta cada um dos lugares. Jogamos com sobreviventes de um terremoto no Nepal e também com times universitários em Miami, mas quando a bola estava no chão, nos diferentes tipos de campo, estávamos apenas jogando e cada partida disputada foi única. E não importa o idioma que você fala, mas, sim, poder estar junto e jogar", diz.

Continente 1: Oceania - Bola feita de folhas de bananeira em Papua Nova Guiné

A primeira parada é em Papua Nova Guiné, onde belas imagens áreas revelam a riqueza natural do país. Beckham é recebido pelo Ministro do Esporte e vai até um vilarejo onde participa de um jogo de futebol desvinculado de regras ou infra-estrutura, com crianças locais, em um campo de barro. Ele também conhece as atividades do UNICEF na região. A entidade tenta conscientizar os pais sobre a importância da alimentação balanceada para os pequenos, já que, no local, a base alimentar são as batatas doces, ricas em carboidratos, mas pobres em proteínas.

No dia seguinte, Beckham vai a campo para participar de uma disputa entre camponeses e policiais, dois grupos que, geralmente, possuem uma relação conflituosa na região, mas que se unem para jogar futebol. Parte do jogo passa-se com as regras da tradição local: com uma bola feita de folhas de bananeira, que o astro diverte-se para aprender a confeccionar.

Continente 2: Ásia - Sobreviventes dos terremotos no Nepal

Em maio de 2015, o mundo acompanhou os dois fortes terremotos que atingiram o Nepal e deixaram milhares de mortos. Beckham visita Katmandu, capital do país e um dos locais mais atingidos pelos tremores. A chegada do inglês causa grande comoção, com muitos fãs aglomerados aguardando para vê-lo no hotel e acompanhar o jogo.

O ex-jogador visita um abrigo formado por tendas ondem vivem, até hoje, de forma precária, alguns sobreviventes da tragédia. O caos das escolas também é mostrado, já que mais de 34 mil salas de aula foram destruídas durante o terremoto. Beckham participa, ao lado das crianças, de uma aula em um projeto do UNICEF, que tenta minimizar os efeitos da tragédia, e oferece atividades escolares para trazer uma sensação de normalidade para os pequenos.

A bola rola com times de uma escola na Taumadhi Square, praça com um belo templo de mais de 300 anos que permaneceu firme mesmo após os tremores. "Este pode ser o melhor estádio em que já joguei", diz o atleta, ao admirar a beleza do local. O jogo transcorre normalmente, mas o policiamento pede para encerrar a partida devido ao grande número de pessoas presentes para tentar ver o grande ídolo. Mesmo com a despedida precoce, Beckham ainda é homenageado pelos jovens com quem jogou. Ele recebe colares de presente e pinturas faciais que remetem à cultura local.

Continente 3: África - Refugiados no Djibuti

No Leste da África, a viagem chega a um campo de refugiados no Djibuti, região carente que serve como abrigo para mais de 10 mil pessoas que escaparam de guerras civis e perseguições políticas em diversos países do continente. No local, Beckham conhece as atividades do UNICEF focadas em disponibilizar remédios e vacinas.

Na região, existem 14 times oficiais de refugiados formados por jogadores de países diferentes. Isa Ali, ex-jogador de futebol que defendeu a seleção da Somália, é quem treina os times. O astro inglês fica impressionado com a habilidade de alguns atletas ao jogar em um campo de terra e se emociona com a carta de um fã. O jovem escreve contando sua paixão e ambição em ser jogador de futebol, mas que seus planos não podem prosperar devido à sua condição de refugiado.

Continente 4: América do Sul - Futebol na periferia de Buenos Aires, Argentina

A parada na América do Sul é na Argentina. Em bairros periféricos de Buenos Aires, próximos ao local onde o craque Diego Maradona passou sua infância, Beckham conhece projetos sociais que usam o futebol para afastar as crianças da violência. Ele confessa que sempre desejou atuar na Argentina: "Não tenho arrependimentos na carreira. Mas gostaria de ter jogado aqui", diz.

Antes de vestir uma camisa alviceleste para disputar uma partida com crianças atendidas por dois trabalhos sociais - entre eles um ligado ao Boca Juniors, tradicional clube da capital argentina -, em uma quadra de concreto, ele completa: "Estou prestes a realizar um sonho de vida e jogar em solo argentino".

Após o jogo, o ex-atleta vai conhecer uma região em que as dificuldades econômicas dos moradores são evidentes. Mas as pessoas são muito receptivas, afetuosas e os garotos sonham ser jogadores de futebol.   

Continente 5: Antártica - Hat-trick no primeiro jogo da história do continente gelado

Após um árduo trabalho de logística, a equipe do especial consegue chegar à Antártica para a primeira partida de futebol do local a ser disputada em um campo com medidas oficiais determinadas pela Football Association (FA), entidade que administra o futebol na Inglaterra. Usando botas especiais para a neve, Beckham participa de um jogo descontraído com exploradores e pesquisadores numa temperatura inferior a -20ºC. Ele marca um hat-trick, ou seja, três gols no mesmo jogo e comemora por ter conquistado este feito pela primeira vez em toda carreira.

Apesar do local não possuir grandes relações com o futebol, a intenção do astro ao disputar esta partida é mostrar que o esporte não tem fronteiras. Independentemente de condições climáticas, ou mesmo da superfície do campo (no gramado de um estádio de ponta da Europa, no barro, ou, no caso, na neve), ele pode ser disputado e é uma excelente forma de conhecer pessoas e de se divertir.

Continente 6: América do Norte - Jogo duro contra universitárias nos Estados Unidos

Após visitar locais onde a estrutura para o jogo é muito precária, Beckham chega a uma universidade em Miami que possui um moderno centro de treinamento e onde o futebol é praticado por mulheres. O documentário revela o crescimento do esporte no país onde ele também atua como uma grande forma de inclusão social. Por meio de bolsas de estudo, alunas integram as equipes universitárias de futebol. O jogo acontece num campo na cobertura do prédio. Beckham admira a garra das garotas e encara a partida.

Continente 7: Europa - Estrelas do futebol em prol do UNICEF, na Inglaterra

Feliz, Beckham conquista seu objetivo e, após longa viagem pelo mundo, chega a Manchester para disputar a partida beneficente das estrelas em prol do UNICEF. O local é o estádio de Old Trafford, casa do Manchester United, clube que revelou Beckham, aos 17 anos.

A partida acontece num momento muito tenso, pois é o dia seguinte aos atentados terroristas de Paris que mataram mais de 100 pessoas. Mas a disputa ganha a simbologia ao mostrar que o futebol, além de ser uma forma de integrar, fazer amizades e promover a solidariedade, também é capaz de vencer o medo. 

Em campo, a bola rola com a presença de lendas do futebol, como Cafu, Luis Figo, John Terry, Paul Scholes, Raimond van der Gouw, Ole Gunnar Solskjaer, Mikäel Silvestre, Peter Crouch, Patrick Kluivert, David James, Edwin van der Sar, Nicky Butt, Luis Figo, Trevor Sinclair e Ryan Giggs. No banco de reservas, o ex-técnico Sir Alex Ferguson, primeiro treinador de Beckham em um time profissional.  Ex-atleta e amigo do astro inglês, o francês Zinedine Zidane, também convidado, lamentou não ter conseguido ir participar.

"Tive a sorte de jogar futebol profissional por 20 anos com alguns dos melhores do mundo. (...) Estes últimos dez dias me trouxeram uma vida inteira de memórias, vendo o que o futebol faz nas comunidades. Fui constantemente surpreendido pela força daqueles que conheci, enfrentando dificuldades e adversidades com uma verdadeira generosidade de espírito. Dizem que é apenas um jogo, mas esse jogo transformou minha vida. Então, para mim, ele é o único jogo", reflete Beckham no final do especial.

Notas aos editores:

Sobre a escolha dos locais visitados

O diretor do especial, Russ Malkin, explica como a equipe definiu quais seriam os países onde Beckham gravaria o documentário: "Nossos principais critérios para a escolha foram: 1) O lugar deveria mostrar uma história de futebol convincente que mostrasse a união das comunidades (...); 2) buscamos uma variedade geográfica, como a selva de Papua Nova Guiné e a paisagem noturna de Miami; 3) Também selecionei uma variedade de superfícies de jogo para que cada partida fosse diferente: barro, concreto,  gelo, numa cobertura,etc. 4) Também foi importante o contraste entre as culturas, do bilionário futebol europeu, à uma partida amistosa no território neutro da Antártica, ao pontapé em uma bola de folha de banana em Papua Nova Guiné".

Sobre David Beckham

Nascido em 2 de maio de 1975, em Leytonstone, nos arredores de Londres, foi revelado como jogador de futebol pelo Manchester United, atuando no meio-campo. Em 2003, transferiu-se ao Real Madrid para fazer parte do time que ficou conhecido mundialmente como "Galácticos" por reunir grandes estrelas do futebol mundial como Ronaldo, Zidane, Raul, Figo e Roberto Carlos. Beckham também jogou no futebol dos Estados Unidos, pelo Los Angeles Galaxy; na Itália, pelo Milan; e encerrou a carreira na França, no Paris Saint-Germain. 

Durante a carreira, Beckham atuou ao lado de muitos jogadores brasileiros e virou amigo pessoal de alguns deles. O ex-atacante Ronaldo já disse em entrevista que a identificação com o astro foi imediata quando eles atuaram juntos pelo Real Madrid. Cafu e Ronaldinho Gaúcho, que jogaram com o inglês no Milan, foram convidados e aceitaram participar da partida beneficente organizada por ele em Manchester. O inglês, inclusive, já esteve no Brasil para os desfiles das escolas de samba campeãs do carnaval carioca, em 2014, e aproveitou a visita para ir à reserva indígena Yanomami, em Roraima, para gravar cenas do documentário David Beckham Into the Unknown, da BBC. 

O jogador venceu seis vezes o Campeonato Inglês, uma vez a Liga dos Campeões da Europa, uma vez a Copa Intercontinental de Clubes, uma vez o Campeonato Espanhol, duas vezes o Campeonato Americano e uma vez o Campeonato Francês.

Já na seleção Inglesa, Beckham disputou as Copas de 1998, 2002 e 2006, marcou 17 gols e atuou em 115 partidas, tornando-se o segundo jogador a vestir mais vezes a camisa do "English Team" na história (atrás do ex-goleiro Peter Shilton, que jogou 125 vezes na seleção entre as décadas de 1970 e 1990).

Além do talento dentro de campo, Beckham mostrou habilidade como ator e modelo. A fama do jogador fez com que ele fosse chamado para diversas campanhas publicitárias. Passou a ditar moda e atrair grande atenção da mídia. Seu estilo, com tatuagens e o cabelo sempre com um corte diferente e pouco convencional, chamou atenção e foi imitado por fãs. O status de grande celebridade foi reforçado em 1999, quando se casou com Victoria Adams, ex-membro do grupo Spice Girls, fenômeno da música pop nos anos 90.

Em 2005, o inglês foi incluído no time internacional de embaixadores do UNICEF, com a missão de desenvolver iniciativas para ajudar o órgão a garantir os direitos das crianças ao redor do mundo.


 Frases de David Beckham no documentário

- "Este pode ser o melhor estádio em que já joguei. Estou realmente impressionado com ele" – ao apreciar a beleza da Taumadhi Square, uma praça com um templo de mais de 300 anos, local da partida disputada no Nepal.

- "É possível dizer que eles amam o jogo e isso mostra o poder que este esporte tem ao redor do mundo, não importa onde. Nós chegamos, dirigimos três horas e meia até um campo de refugiados... e eles estavam usando camisas do Real Madrid!" – após disputar uma partida em um campo que acolhe mais de 10 mil refugiados no Djibuti, na África. No local, existem 14 times oficiais, todos usam nomes e uniformes de equipes europeias.

- "Nem todos no campo são da Somália, mas há crianças que chegam e jogam com a mesma camisa contra outro time. Isto é unidade, isto é união e não existem muitos esportes no mundo que podem fazer isso" – ressaltando o poder de união do futebol ao ver crianças de nacionalidades diferentes jogando futebol juntas no campo de refugiados.

- "Eu sabia, antes mesmo de partirmos para a viagem, que vir para a Argentina era um dos meus sonhos. Quando me perguntam sobre arrependimentos em minha carreira, eu não tenho nenhum arrependimento, mas este é um lugar onde eu gostaria de ter jogado" – ao chegar em Buenos Aires.

- "Amo a paixão daqui. Você vê as crianças, elas têm isto, esta paixão pelo futebol. Para eles, não é apenas uma fuga, é apenas vida. O futebol é a vida deles e por isso eles têm essa cultura. É um país especial" – após a partida com crianças argentinas.

- "Estamos na Antártica, somos de diferentes nacionalidades, do mundo inteiro, estamos prestes a jogar uma partida. Onde isto aconteceu antes? É isto que o futebol prova, que você pode jogar em qualquer lugar" – antes iniciar partida na Antártica com pesquisadores e exploradores.

- "O futebol nunca deveria ser conhecido como um esporte para homens. Pelos anos, vivendo na Europa, sempre notei que ele é tratado desta forma. Mas quando você vem a um lugar como os Estados Unidos e vê que as mulheres são respeitadas por praticar esse esporte, pensa que é exatamente assim que deveria ser" – antes de jogar com universitárias, em Miami, nos Estados Unidos.

- "Tive a sorte de jogar futebol profissional por 20 anos com alguns dos melhores do mundo. (...) Estes últimos dez dias me trouxeram uma vida inteira de memórias, vendo o que o futebol faz nas comunidades. Fui constantemente surpreendido pela força daqueles que conheci, enfrentando dificuldades e adversidades com uma verdadeira generosidade de espírito. Dizem que é apenas um jogo, mas esse jogo transformou minha vida. Então, para mim, ele é o único jogo" – reflexões que faz sobre a viagem e a relação entre sua vida e o futebol, após a partida que marca o final da viagem, em Manchester. O jogo aconteceu um dia após os atentados terroristas de Paris, em novembro de 2015.  

Ficha Técnica 
David Beckham For The Love Of The Game 
Duração: 90'
Direção: Russ Malkin 
Produção-executiva: Emma Hindley 
Direção de produção: Matt Smith e Russ Malkin 
Produção: Lisa Doyle

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