Documentário inédito, Na Beira da Cor apresenta a trajetória de artistas participantes da Bienal Naïf do Brasil 2016


 

O filme mostra, no dia 16/03, às 21h, no SescTV, a ingênua e sincera expressão destes artistas 


Toninho Guimarães. Foto: Antonio Trivelin.

O documentário Na Beira da Cor, dirigido por Franciele Cocco, apresenta a trajetória de diferentes artistas que produzem obras naïfs, arte considerada simples e ingênua. A produção que será exibida no dia 16/3, quinta, às 21h, noSescTV (assista também em sesctv.org.br/aovivo), reúne depoimentos e experiências de criação dos participantes da 13ª edição da Bienal Naïf do Brasil em 2016, realizada no período de 20/8 a 27/11 de 2016, no Sesc Piracicaba, interior de São Paulo.

 

Gravado no Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo, o filme retrata as diferentes formas, estilos, materiais, cotidianos e inspirações de diferentes artistas que não possuem conhecimentos e técnicas acadêmicas. "Eu maquinei na minha ideia e peguei os pincéis, a tela e comecei a pintar. Fiz uns riscos meio tortos, consertei e aí quando vi, já estava pronto", revela Toninho Guimarães, artista plástico de Cuiabá, Mato Grosso, que destaca a espontaneidade como uma de suas principais características. 

 

Para Liléia Rodrigues, de Belo Horizonte, Minas Gerais, que começou a pintar durante o tratamento de transtorno bipolar, o contato com a arte é transformador. "Eu não vivia, não aceitava psicólogos e tratamentos, eu queria só dormir, até o dia que deixei ser levada pela arte. Deixei, porque me faz bem", afirma a pintora, que expressa, em meio às crises, que encontrou a felicidade.

 

Os processos de criação e inspiração são mostrados no documentário a partir da perspectiva do artista sobre sua obra. "O artista é de certa forma um filósofo. Eu não penso em retratar apenas a pessoa, eu busco o que ela significa para mim", explica Arivânio Alves, de Quixelô, Ceará. Já para o artista mineiro Randolpho Lamonier, a arte tem uma função política. "O que me aproxima do naïf, da arte bruta, dita louca, inconsequente, é a simplicidade na maneira de fazer e tem a ver com o punk, com o faça você mesmo", define.

 

A 13ª edição da Bienal Naïf do Brasil contou com 126 obras vindas de 25 estados brasileiros. A comissão de curadoria, composta por Clarissa Diniz, Claudinei da Silva e Sandra Leibovici, ressalta a relevância da arte simples para cultura popular e revela um Brasil múltiplo e diverso.

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