Longa-metragem Deserto Azul, dirigido por Eder Santos, é exibido pela primeira vez na televisão


 

Premiado, o filme de ficção científica traz um mundo futurista e um homem em crise existencial



Foto: Divulgação.

Dirigido por Eder Santos, um dos principais nomes da videoarte no Brasil, o longa-metragem de ficção científica Deserto Azul, lançado em 2013, será exibido pela primeira vez na televisão, no dia 25/03, sábado, às 22h, no SescTV (assista também em sesctv.org.br/aovivo). Segundo longa do diretor, o filme se passa em um mundo futurista, no qual um homem em crise existencial busca a transcendência. A produção - que recebeu os prêmios de Melhor Fotografia no Festival de Jakarta, na Indonésia, e de Melhor Narrativa no Festival do México em 2015 – foi filmada em Brasília e no Deserto do Atacama, no Chile.

 

O filme tem como cenário um planeta que se esvaziou após passar por mudanças, onde não existem mais religiões, atividades físicas, memórias e dogmas. Nesse vazio, o protagonista, sem nome, "ele", interpretado por Odilon Esteves, segue por uma jornada evolutiva com o objetivo de entender o sentido da vida e o porquê da existência humana.

 

Sua curiosidade o leva a caminhar pelo deserto do Atacama, onde conversa com um pintor, encenado por Chico Díaz, que tinge as dunas de areias de azul.Eles conversam sobre signos, metafísica, destino e medo.  A produção também mostra que, em meio a sonhos, intuições e símbolos, "ele" mantém contato com sua alma gêmea, interpretada por Maria Luísa Mendonça. Os atores Ângelo Antônio e Michelle Castro também estão no elenco.

 

Para gravar Deserto Azul, o diretor usou trechos de textos do primeiro livro de arte de Yoko Ohno, Grapefruit, publicado em 1964, que teria inspirado o músico inglês John Lennon a escrever um de seus maiores sucessos solo, a canção Imagine. Viúva do ex-The Beatles, Yoko gostou do resultado do filme, que foi exibido na Inglaterra e teve lançamento em Tóquio, sua cidade natal.

 

O longa tem direção de fotografia de Pedro Farkas e música de Stephen Vitiello. O cenário é composto por obras dos artistas Adriana Varejão, Alex Fischer, Carlitos Carvalhosa, Darlan Rosa, Janaina Mello, João Grilo, Leandro Aragão, Miguel Ferreira, Nydia Negromonte, Optmat e Rita Meyers

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