SescTV exibe curtas-metragens premiados

 

Inéditos, "Ingrid", dirigido por Maick Hannder, e "Sesmaria", dirigido por Gabriela Ritcher Lamas, estreiam no dia 20/4, quinta, a partir das 21h


Dois filmes de curta-metragem, que receberam, no ano passado, o Prêmio Aquisição SescTV, serão apresentados pela primeira vez no canal, no dia20/4, quinta, a partir das 21h (assista também em sesctv.org.br/avivo). O primeiro, o documentário Ingrid (2016, 6'45", MG), dirigido por Maick Hannder, foi contemplado na categoria  Melhor Filme, durante a 16ª edição do Goiânia Mostra Curtas; e o segundo, o curta de ficção Sesmaria (2015, 23', RS), dirigido por Gabriela Richter Lamas, ganhou na categoria Melhor Filme Brasileiro de Diretor Estreante, na 27ª edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. Criado por Zita Carvalhosa, diretora da Associação Cultural Kinoforum, em 1989, este festival tem o Sesc como correalizador desde 1996.

 

O documentário Ingrid, filmado em preto e branco, traz depoimentos de Ingrid Leão, uma mulher transexual que relembra sua infância, adolescência e o dia em que se tornou mulher. Ela relata seu sofrimento, quando criança, ao se descobrir em um corpo que, segundo ela, não a pertencia. "Eu queria muito ter o cabelo grande e a minha mãe sempre me obrigava a cortá-lo e aquilo me machucava de certa forma", recorda. Ingrid conta que entre as situações mais desconfortáveis e marcantes de sua infância estão as idas ao barbeiro, local frequentado apenas por homens. "Eu não me sentia à vontade".

 

Com um corpo que não retratava o que se passava em sua cabeça, Ingrid afirma que começou a entrar em conflitos consigo mesma. "Eu sabia que não ia ter seios, não ia ter quadril largo, não ia ter pernas torneadas. Eu sabia que minha voz não seria delicada. Mas uma coisa eu sabia que poderia ser minha, meu cabelo grande, e sempre me tiravam isso", revela. Ingrid diz que sentiu medo ao pensar sobre as transformações que viriam na puberdade. Na adolescência, começou sua busca por um corpo feminino. Ela também fala sobre o uso de hormônios e seus malefícios e sobre o dia em que se tornou mulher. "Ali é onde eu comecei a sentir a verdadeira pessoa que eu sou".

 

Já o filme de ficção Sesmaria acompanha o cotidiano de Wilhelm e Hilda, um casal de idosos fumicultores da comunidade gaúcha de mesmo nome do curta, na cidade de São Lourenço do Sul. A produção mostra a vida simples que sempre tiveram morando no campo, entre plantação de fumo, encontro com filhos e netos, afazeres domésticos e alimentar galinhas e o gado.

 

O curta é o primeiro trabalho autoral de Gabriela Richter Lamas, que dirigiu e escreveu o roteiro. Ela conta que teve a ideia de produzir o filme após observar "pesquisas que relacionam o uso de agrotóxicos nas plantações de fumo ao aumento das chances de depressão entre os lavradores". Como protagonistas, a cineasta utilizou seus próprios avós.

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