Fest Contrapedal São Paulo confirma atrações musicais para sua primeira edição brasileira

 


 

Com programação dividida entre o Centro Cultural São Paulo e o Centro Cultural Rio Verde, o evento nascido em Montevidéu, no Uruguai, traz representantes da nova cultura da América Latina; Jaloo, Russo Passapusso, Linn da Quebrada (Brasil), Mateo Kingman (Equador), Franny Glass (Uruguai), Edson Velandia (Colômbia) e Miss Garrison (Chile) são alguns dos nomes que marcam presença no festival, que tem patrocínio da Oi e apoio cultural da Oi Futuro

 

Com dez anos de história no Uruguai, o Festival Contrapedal desembarca em São Paulo nos dias 8 e 9 de julho. O evento, que explora diferentes linguagens, como cinema, música, artes visuais e gastronomia, tem a nova produção artística da América Latina como foco. Por aqui, o evento é patrocinado pela Oi e tem apoio cultural do Oi Futuro e terá a sua programação de shows no Centro Cultural São Paulo e uma festa no Centro Cultural Rio Verde.

Responsável por apontar novas tendências do mercado cultural, o evento também se preocupa em contemplar artistas cuja trajetória é marcada por linhas conceituais únicas no nosso continente, como é o caso do músico colombiano Edson Velandia, que sobe ao palco do Centro Cultural São Paulo no dia 8 de julho. Na mesma data, também estão confirmados: a banda gaúcha Cuscobayo, que recebe a participação especial do cantor pernambucano Tagore; a banda chilena Miss Garrison, definida pela Noisey (Vice) como "um som carregado de energias cósmicas, percussões soturas, sinthys profunos e experimentações eletrônicas"; o peso dos mexicanos da Hong Kong Blood Opera; e a paulistana Nomade Orquestra, que encerra a programação diurna do sábado na Sala Adoniran Barbosa.

Durante a tarde, o jardim suspenso do CCSP também abrigará uma feira gastronômica com chefs latinos e a feira de novos criadores Jardim Secreto, parceira do evento, que reúne novos artistas e empreendedores das indústrias criativas. O espaço será embalado pelos som da DJ Set Fran Straube, vocalista da banda Miss Garrison.

O segundo dia de Contrapedal no Centro Cultural São Paulo também tem programação intensa. Ocupam o palco da Sala Adoniran Barbosa no dia 9 de julho: a banda carioca Baleia e o cantor e compositor equatoriano Mateo Kingman; o Franny Glass, projeto-solo do músico uruguaio Gonzalo Deniz (vocalista do grupo Mersey); e o paraense Jaloo, já consagrado pelo público paulistano pelos seus ritmos regionais e beats eletrônicos. O DJ Patricktor4 embala o jardim suspenso com seu Baile Tropical.

 

É FESTA!

Além de toda a programação do Centro Cultural São Paulo, o Contrapedal organiza, na noite de 8 de julho, um encontro de sonoridades da América Latina em uma festa no Centro Cultural Rio Verde. Na ocasião, a eletrizante banda instrumental Muntchako, de Brasília, abre o baile. Em seguida, o trio feminino MULA vem direto da República Dominicana para mostrar a sua mescla de música eletrônica com ritmos caribenhos. O artista e performer Dani Umpi, do Uruguai, explora elementos do electropop, enquanto a artista trans (e terrorista de gênero) Linn da Quebrada leva o seu funk ao Contrapedal, num encontro inédito com MC Xuxu.

 

 

Sobre os artistas da programação musical:

 

 

 

Baleia (Brasil):

Banda carioca que vem se destacando no cenário musical brasileiro com um repertório que mescla vários gêneros em suas composições. Concorreu ao Grammy Latino de 2016 pelo "Melhor Projeto Gráfico de um Álbum" com o seu segundo disco "Atlas". As criações musicais do grupo costumam ficar entre o pop e o experimentalismo.

 

Cuscobayo (Brasil)

Com um som cativante e um show cada vez mais animado - e lotado -, a banda gaúcha Cuscobayo mistura ritmos latinos com pegadas tipicamente brasileiras e oferece aos ouvintes um show super dançante. O cantor e compositor pernambucano Tagore participa do show e adiciona força no vocal.

 

Dani Umpi (Uruguai)

Um dos nomes mais interessantes da nova cena cultural uruguaia, Dani Umpi é considerado um dos artistas mais versáteis de sua geração no Rio de La Plata e grande referência dentro da cultura Queer.Seu trabalho hiperativo inclui música, literatura e artes visuais.

 

Edson Velandia (Colômbia)

Músico colombiano, já lançou mais de 14 discos com seus mais diversos projetos desde 2004. Suas canções têm aparecido em filmes colombianos como "Todos tus muertos", "Perro come perro" e "Karen llora en un bus". Em 2012 foi ganhador do prêmio nacional de dramaturgia teatral do Ministério de Cultura de seu país com sua ópera "La Bacinilla de peltre", lançada no Teatro de Cristóbal Colón em novembro de 2015.

 

Flávia Duarte (Brasil)

Flávia Durante é jornalista e produtora santista residente em São Paulo que começou a discotecar em meados de 2001. Entre 2002 e 2008 co-produziu a POPSCENE!, festa que resgatou a noite alternativa santista e virou referência no País. Discotecou nas melhores casas de São Paulo, além de clubes em BH, Curitiba, Goiânia, Sorocaba, Fortaleza, Salvador e Barcelona (Catalunha). Apaixonada pela sonoridade dos países vizinhos, mistura o pop e o rock latino e a nova cumbia com hits e obscuridades da música brasileira, sempre privilegiando as vozes femininas.

 

Franny Glass (Uruguai)

Franny Glass é como se apresenta, em projeto solo, o cantor e compositor uruguaio Gonzalo Deniz. Ao longo de sua trajetória, o vocalista da banda Mersey participou do disco Reverie, de Luciano Supervielle, e colaborou com Fernando Cabrera e Jorge Drexler em seus projetos.

 

Hong Kong Blood Opera (México)

Hong Kong Blood Opera se formou em meados de 2006 em Hermosillio, Sonora, no México. Com um som difícil de catalogar, eles se definem simplesmente como uma banda punk. Suas performances são marcantes e cheias de peso.

 

Jaloo (Brasil)

Jaloo faz música pop, eletrônica e experimental, mas que não parece com nada do que se espera dessas definições. Jaloo remexe as músicas de artistas como Rihanna e Donna Summer, sem medo de sacrilégio, e deixa com sua cara. Jaloo compõe, canta, interpreta, remixa, arranja e produz.

 

Linn da Quebrada (Brasil)

Bixa, trans, preta e periférica. Cantora, bailarina e performer, Linn encontrou na música - em específico, o funk - uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo. Em 2016, a artista lançou os singles "Talento" e "Enviadescer" e neste ano abriu as atividades com a música "Bixa Preta". Em abril de 2017, estreou "blasFêmea", sua primeira experimentação audiovisual.

 

Mateo Kingman (Equador)

Cantor e compositor equatoriano que costuma fundir sons tradicionais latino-americanos com batidas do hip hop, pop e rock. Em seu último disco "Respira", o músico combinou as batidas com sons da floresta, criando composições que ligassem o ouvinte a natureza.

 

Miss Garrison (Chile)

Miss Garrison nasceu em 2008, no Chile, como um projeto de Fran Straube (voz, bateria e teclados), Rodrigo de la Rivera (guitarra e sintetizadores) e Tomás Rivera (baixo, bases e sintetizadores). Submersos em influências punk e bases eletrônicas, em 2009 lançaram seu primeiro disco, o Tire y Empuje, como um dos mais promissores da cena chilena independente. Em 2011 mudaram para Espanha, onde nasceu seu segundo disco, DeAaB, que transita em sons mais eletrônicos, tendo um maior protagonismo os sintetizadores e programações.

 

MULA (República Dominicana)

MULA é um trio feminino de música eletrônica misturado com ritmos caribenhos. É a fusão de gêneros como o Synth Pop, House, Drum and Bass com Merengue, Bachata, Dembow e Dancehall, somado às produções envolventes, vozes femininas e letras que narram a vida à partir da perspectiva de três jovens caribenhas que seduzem, intrigam e colocam para dançar todos que as escutam.

 

Muntchako (Brasil)

Representantes de Brasília, o Muntchako, impressiona pela sua mistura dos mais diversos elementos. Ritmos universais mesclados às batidas eletrônicas, guitarradas, samplers, sintetizadores e o bom humor dos instrumentistas experientes, fazem do Muntchako uma música instrumental rica, extrovertida e acessível. É som pra toda hora, se apropriando do melhor gênero; música para balançar o esqueleto.

 

MC Xuxu (Brasil)

MC Xuxu é uma funkeira, travesti e feminista, que iniciou a carreira no rap, mas ficou famosa ao usar letras militantes pró-movimento LGBTTT para as batidas do ritmo carioca, influenciada pelos dois anos vivendo na cidade do Rio de Janeiro. Quando seu primeiro vídeo – que mandava "um beijo pras travesti" – viralizou em todo o Brasil, teve a oportunidade de conquistar um público interessado em diversidade e ganhou destaque nacional. Hoje, depois do estouro inicial, MC Xuxu continua trabalhando com uma proposta cada vez mais politizada, levando em frente uma mensagem de inclusão e respeito.

 

Nomade Orquestra (Brasil)

Nomade Orquestra: O grupo do ABC paulista, formado por dez integrantes, apresenta um trabalho autoral e instrumental repleto de elementos do funk, jazz, dub, rock, afrobeat, hip-hop e da música eletrônica.

 

Pancho Valdez (Bolívia)

Nascido nas alturas de La Paz, o DJ boliviano Pancho Valdez, notório admirador da cultura chicana, possui trabalho que visa difundir no Brasil a diversidade musical latino-americana.

 

Patricktor4 (Brasil)

Patricktor4 é um dos principais DJs e produtores brasileiros da atualidade. Baiano de nascimento, ele passou boa parte da vida girando pelo Norte e Nordeste brasileiro onde viu, ouviu e obsorveu todas as influências da música popular produzida e consumida nesses lugares. Como DJ e radialista, reconecta a pluralidade étnica na musicalidade brasileira a seus equivalentes pelo mundo. Assim, suas influências vão do baião Nordestino ao balkan beats do Leste Europeu, do funk carioca ao kuduro Africano, do tecnobrega Paraense à latina cumbia digital, da guitarrada Amazônica ao zouk Caribenho, do afoxé baiano ao afrobeat da Nigéria.

 

Tagore (Brasil)

Tagore é o projeto de Tagore Suassuna, cantor e compositor pernambucano com forte influência psicodélica, influenciado por Alceu Valença e Tame Impala. É vencedor da edição 2013 do festival PREAMP, conquistou o primeiro lugar no 14º Festcine com o clipe "Poliglota" e marcou presença em vários festivais brasileiros com o show do último álbum "Pineal" (2016).

 

 

Programação musical - 8 de julho:

14h Abertura

 

Sala Adoniran Barbosa - CCSP:

15h Cuscobayo (BR) + Tagore (BR)

16h Edson Velandia (CO)

17h Miss Garrison (CH)

18h Hong Kong Blood Opera (MX)  

19h Nomade Orquestra (BR) + Russo Passapusso (BR)

 

Jardim Suspenso - CCSP:

14h Dj Barata (BR)

16h DJ Pancho Valdez (BO)

 

Centro Cultural Rio Verde:

22h Muntchako (BR)

23h MULA (DO)

00h Dani Umpi (UR)

01h Linn da Quebrada (BR) + recebe Mc Xuxu (BR)

02h30 Patricktor4 (BR)

 

Programação musical - 9 de julho:

14h Abertura

 

Sala Adoniran Barbosa:

15h Baleia (BR)

16h Franny Glass (UR)

17h Mateo Kingman (EC)

18h Jaloo (BR)

 

Jardim Suspenso:

14h Dj Flavia Durante (BR)

16h Patricktor4 (BR)

 

A programação de cinema, palestras, artes visuais, etc. está em www.facebook.com/festcontrapedal

 

 

Serviço:
Contrapedal São Paulo @ Centro Cultural São Paulo
Data: 
8 e 9 de julho, a partir das 14h
Endereço: Rua Vergueiro, 1000, Paraíso.
Grátis

Contrapedal São Paulo @ Centro Cultural Rio Verde
Data: 8 de julho, a partir das 21h
Endereço: R. Belmiro Braga, 119 - Vila Madalena
Grátis

Patrocínio: Oi
Apoio cultural: Oi Futuro
Realização: Inker Agência Cultural e Contrapedal
Curadoria: Contrapedal, Difusa Fronteira e Inker Agência Cultural

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