Documentário sobre os Sem Terra mostra a realidade de famílias assentadas em diferentes regiões do Brasil


 
Inédito no SescTV, o episódio da segunda temporada da série Habitar Habitat entrevista moradores sobre as dificuldades enfrentadas na busca pela terra


Maria Alves da Silva, agricultora e sem terra. Foto: Habitar Habitat/ Divulgação.
 
No dia 19 de dezembro, terça, às 22h, o SescTV exibe o documentário Sem Terra (2017, 52min), dirigido pelo jornalista Paulo Markun e pelo documentarista Sergio Roizenblit. A produção integra a segunda temporada da série Habitar Habitat, que aborda, em 13 programas, temas relativos às questões da moradia não apenas como espaço físico, mas como local de convivências, afetos e deslocamentos, todas as terças-feiras, às 22h (Assista também pela internet em sesctv.org.br) 
 
O episódio Sem Terra expõe a realidade de famílias que fazem parte de três assentamentos liderados pelo MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra. São eles: o Nelson Mandela, em Piracicaba, interior paulista; o Comuna Irmã Alberta, em Perus, região metropolitana de São Paulo e o Filhos de Sepé, na cidade de Viamão, Rio Grande do Sul.
 
Cerca de 120 mil famílias brasileiras aguardam acampadas pela reforma agrária. Em agosto de 2013, o assentamento Nelson Mandela foi criado após a ocupação de uma fazenda, em Piracicaba, por 400 famílias. Alvo de um processo de reintegração de posse, esse território atualmente garante a subsistência de 64 grupos. "Tem muita terra por aí que a gente vê em que não se planta nada, nós não invadimos, ocupamos", explica a sem terra Elisabete Soares Barbosa, dona de casa, de 45 anos, mãe de 15 filhos. 
 
Elizabete fala com orgulho sobre o barraco que construiu com a ajuda de sua filha, no acampamento. "Não chove dentro, usei uma lona azul nova que ganhei. A janela da cozinha é de correr, feita de madeira. Nós temos fogão a lenha e armários. Consegui fazer dois quartos e uma sala". Acostumada a mudanças, ela aguarda diretrizes do MST para desmontar tudo e ir para outro local com a família.
 
Em situação diferente encontram-se a agricultora Maria Alves da Silva e seus dois filhos, que não sofrem com ameaças de reintegração de posse. Eles estão assentados em Comuna Irmã Alberta, um terreno da fazenda Itayê, que estava prestes a se tornar um lixão até ser ocupado por 400 famílias do MST, em julho de 2002. O local foi desapropriado pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo, a Sabesp. "Será o primeiro assentamento que vai se concluir dentro do Estado de São Paulo. O processo de concessão das terras está avançado. É provável que fiquemos nela", explica Maria. Segundo ela, ter famílias assentadas e praticando uma agricultura limpa em torno da cidade é benéfico para a sociedade e para o Estado. 
 
Outro assentamento visitado pela série é o de Sepé, localizado no município de Viamão, em Porto Alegre. Seus moradores ocupam 450 hectares, dos quais 2.545 são protegidos pela área de proteção ambiental Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos. O assentamento que abriga 376 famílias produz todos seus alimentos de forma orgânica desde 2008. Além disso, tornou-se conhecido como o maior produtor de arroz agroecológico do mundo. "Nós preparamos o solo, respeitamos a natureza, tentando não prejudicar a terra de onde tiramos nosso sustento", afirma o agricultor Ivan Carlos Prado Pereira.
 
Sobre a série Habitar Habitat:
 
Lançada pelo SescTV em novembro de 2013, a série apresenta, em linguagem documental, diferentes modos de morar no País e suas relações com a cultura. Na primeira temporada, a produção mostrou habitações como oca indígena, palafitas da região Amazônica, casa sertaneja, casa caiçara e condomínios de luxo das grandes metrópoles."Na segunda temporada da série, nós estamos conhecendo maneiras pouco comuns de morar. Comunidades, grupos e tipologias em que a casa é mais do que um teto. Muitas, nem teto possuem", explica Markun. "Se na primeira temporada a tradição que configura residências por décadas era o nosso principal foco, na segunda, o desafio da moradia consiste em lidar com condições nada tradicionais", comenta Roizenblit. Segundos os diretores, esses são os principais aspectos que distinguem as temporadas. 
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