​SescTV apresenta performances criadas a partir do encontro da dança com a música executada ao vivo


 
Inédito, episódio "Notas Dançadas", da série Dança Contemporânea, exibe os espetáculos "Solo Para Uma Dança e Um Violão" e "6 Instantes de Solidão"

Dolo para uma dança e um violão
Solo Para Uma Dança e Um Violão. Foto: Alex Ribeiro/Visor Mágico

6            Instantes
6 Instantes de Solidão. Foto: Alex Ribeiro/Visor Mágico
 
O diálogo entre dança e música, executadas simultaneamente, abre a possibilidade de novos significados artísticos. Dessa combinação, surgiu Notas Dançadas, episódio da série Dança Contemporânea, dirigida por Antônio Carlos Rebesco. A atração apresenta dois espetáculos: Solo Para Uma Dança e Um Violão, com concepção e interpretação de Dudude Herrmann e violão de Renato Motha, e 6 Instantes de Solidão, com coreografia Rodrigo Pederneiras, interpretação de Jacqueline Gomes e violoncelo de Adriana Holtz. Os dois espetáculos serão exibidos pela primeira vez, no dia 1/6, sexta-feira, às 21h, no SescTV(assista também em sesctv.org.br/aovivo).
 
Notas Dançadas é um projeto do Sesc Consolação, na capital paulista, onde os dois espetáculos foram gravados em 2017, e se propõe a integrar as potências expressivas do dançarino com as do músico. Quando ouviram sobre a proposta, a bailarina Dudude Herrmann e o violonista Renato Motha já apresentavam o espetáculo Solo Para Uma Dança e Um Violão, que tem essa mesma estrutura mista, havia 19 anos. Para os dois, assimilar as ideias do projeto foi natural. Dudude classifica a improvisação, a qual ela recorre no espetáculo, como uma linguagem perceptiva. "A improvisação em dança é o desapego a todo tempo, é aceitar a vida como continuidade, é trazer o presente como eternidade", conceitua a bailarina.
 
Antes de conhecer Dudude, o violonista Renato Motha nunca tinha tocado para alguém dançar. Ele conta, porém, que percebeu nessa união a permissão para ampliar o alcance de sua liberdade criativa, propondo no palco um ambiente experimental, que se renova frequentemente. "A gente tem uma vaga ideia do que pode acontecer, mas os detalhes, as paisagens vão mudando a cada momento. E a gente procura não ficar no controle disso", explica Renato.
 
Na segunda parte do episódio Notas Dançadas, é exibido o espetáculo 6 Instantes de Solidão. A performance é da bailarina Jacqueline Gimenes, que, ao se desligar do Grupo Corpo, quis arriscar em seu primeiro trabalho autônomo. Para isso, ela convidou o coreógrafo Rodrigo Pederneiras, também do Grupo Corpo, e lhe fez uma proposta inusitada. "Eu disse a ele: eu quero fazer um trabalho pelo qual você sinta vontade. Eu sou sua intérprete. Eu sou a criatura e você, o criador", conta, às risadas. Rodrigo já queria trabalhar com a Suíte nº2 Para Violoncelo, de Bach, achou que a canção combinaria com a ideia de Jacqueline, e, satisfeito, topou na hora.
 
Mas a ideia de Jacqueline ainda pedia alguém para fundamentar a expressão musical do espetáculo. Então, convidou a pianista Adriana Holtz para juntar-se aos dois. De início, Adriana ficou apreensiva, porque Jacqueline queria que houvesse sincronia entre a dança e a música, harmonia difícil de se alcançar. Mas, de maneira metódica, a violoncelista, que também é pianista, resolveu a situação. "Eu comecei a minutar cada movimento, porque toda coreografia não é feita em tempo, ela é feita em gestos, em gestos musicais que não necessariamente estão dentro do tempo", explica, orgulhosa. Adriana também elege um trunfo sensorial e íntimo do espetáculo. "É uma dança que exige muito do corpo, física e emocionalmente. O 6 Instantes faz você mergulhar para dentro, você olhar para você e se transformar", finaliza. 

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