​Macaco Bong faz releitura de disco do Nirvana, em dois programas do SescTV


 
No Instrumental Sesc Brasil, o repertório do disco Deixa Quieto, versão do clássico Nevermind. No Passagem de Som, uma volta pela sede do grupo, em São Paulo


Bruno Kayapi. Foto: Piu Dip.

Para uma banda do cenário independente, adaptar um clássico é uma decisão arriscada. Mas a banda Macaco Bong parece não temer o risco, na verdade parece se atrair pelo que ele tem de sedutor. Os bastidores do trabalho e das relações pessoais dos integrantes do grupo são documentados em episódio do programa Passagem de Som. No Instrumental Sesc Brasil, a banda apresenta o discoDeixa Quieto, uma versão instrumental do álbum Nevermind, clássico lançado pela banda de rock Nirvana, em 1991. Inéditas, as duas produções serão exibidas no dia 24/6, domingo, a partir das 21h, pelo SescTV, com direção geral de Max Alvim. (Assista também emsesctv.org.br/aovivo).
 
Macaco Bong é uma banda de rock instrumental, fundada em 2004, na cidade de Cuiabá, Mato Grosso do Sul, pelo guitarrista, produtor e compositor Bruno Kayapi. Seu álbum de estreia, Artista Igual Pedreiro, lançado em 2008, ganhou o prêmio de melhor disco do ano da revista Rolling Stone. Até o lançamento de Deixa Quieto, em 2017, o grupo lançou quatro discos e percebeu a fama decolar depois que fez um show com o cantor baiano Gilberto Gil, em 2010, em São Paulo. Deixa Quieto é o primeiro trabalho de reinterpretação feito pela banda.
 
No Passagem de Som, o produtor musical Elson Barbosa elogia a tradução inesperada feita pelo Macaco Bong de um grupo já muito imitado, o Nirvana. "Cover de Nirvana todo mundo faz. Mas eles pegam metal de um lado, jazz do outro, com groove, MPB... Eles traduziram para uma linguagem mais swingada, de mais malandragem, que é típico do som deles", enaltece.
 
O guitarrista Bruno Kayapi conta que a banda deriva de um coletivo chamado Espaço Cubo, fundado em 2002 e do qual os integrantes da banda faziam parte. Como o coletivo organizava festivais, os membros do Macaco Bong conheceram grupos da cena alternativa brasileira. "No início, o objetivo era ser um grupo de estudo, uma banda laboratorial. De 2004 a 2007, a gente ficou só tocando. Em 2008, veio a proposta de lançar um álbum virtual. A partir do primeiro disco, que foi premiado, veio uma pressão muito grande", lembra Bruno.
 
As artes das capas dos discos do Macaco Bong são feitas por Helena Rizzo, renomada chefe de cozinha, desenhista e esposa de Bruno Kayapi. "A capa é feita pelo mesmo processo dos graffitis. Eu começo desenhando e vou indo. Eu fiz esse desenho (do álbumMacumba Afrocimética) quando eu conheci o Bruno. Não sei se inspirada nele, mas alguma coisa assim", ri a artista. 
 
O guitarrista Bruno Kayapi se encontra na capital paulista com Marcelo Costa, criador do Screem and Yell, site de cultura pop dedicado a entrevistas, críticas de discos e divulgação de novas bandas. "O Screem and Yell surge como versão em papel, em 1996. E, quando eu me mudo para São Paulo, eu migro o conteúdo para a internet", diz Marcelo, que comenta com Bruno sobre a cena musical do Mato Grosso do Sul e, depois, conclui. "Essa cena fora do eixo Rio-São Paulo era um sonho. Hoje, ela existe".
 
Ainda no episódio do Passagem de Som, é apresentado o ensaio do Macaco Bong para o show da série Instrumental Sesc Brasil, exibido na sequência. No espetáculo, a banda, que traz além de Bruno, na guitarra, Daniel Horta, no baixo elétrico, e Renato Pestana, na bateria, obedece ao seguinte repertório: Smiles Nike Tim Sprite, Loló, Nublum, Briza, Somente Whey, Lírio, Longe de Tudo, Lurdz eBaião de Stoner. Todas as composições, de autoria do guitarrista Bruno Kayapy.

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