A Freira bate recorde de bilheteria e torna "Invocação do Mal" a maior franquia de terror de todos os tempos


Trilogia já chegou à marca do primeiro bilhão de dólares arrecadado e deixou "Resident Evil" e "Atividade Paranormal" comendo poeira

Depois de roubar a cena em "Invocação do Mal 2", a freira mais assustadora da ficção chegou às telonas na última quinta-feira (06) batendo recorde de bilheteria. "A Freira", que narra a história por trás de um dos personagens mais importantes do universo de Invocação do Mal, arrecadou no final de semana de estreia US$ 131 milhões, fazendo com que a franquia passasse ao topo da lista de maiores sagas de terror da história, atingindo U$1 bilhão de dólares.

O feito, que já é impressionante por si só, se torna ainda mais admirável quando se analisa a quantidade de filmes que as outras franquias lançaram. "Resident Evil", que agora vai para o segundo lugar, arrecadou U$ 915 milhões com cinco filmes, enquanto "Atividade Paranormal" contou com seis longas para somar U$ 889 milhões. Já "Invocação do Mal" precisou de apenas três para chegar ao topo.

Mas, calma lá. Você deve estar pensando: "Como assim três filmes? E Anabelle?" Pois é, a boneca também faz parte do universo de Invocação do Mal. A diferença aqui, e por isso nem sempre ela é incorporada no todo da franquia, é que "Anabelle" 1 e 2 alcançaram um sucesso tão grande que praticamente ganharam o título de "saga própria". Mas, para aqueles que ficaram curiosos: Caso todos os cinco filmes fossem somados, a bilheteria chegaria a 1 bilhão e 200 mil dólares.

Esse sucesso todo é reflexo de uma tendência de consumo que tem se intensificado nos últimos anos: as pessoas amam o Terror. Seja em literatura, em cinema, em vídeos do youtube... o terror conquista um espaço cada vez maior no imaginário das pessoas. Muitos festivais de cinema, inclusive, já precisaram se render a essa nova realidade e começaram a incluir mais títulos do gênero em suas seleções.

Uma boa explicação para esse fenômeno pode ser a complexidade das histórias e a fuga do senso comum. É claro que filme de terror vai dar sustos, ter uma trilha sonora assustadora, ser escuro. Mas ele não precisa mais se basear em casas mal-assombradas, fantasmas brancos flutuando e assassinos lavando o chão com o sangue das vítimas.

Hoje o que vemos é uma história mais bem amarrada, com cenas que unem bom texto, boa iluminação e excelente trilha sonora para preparar aquele "clima de susto" que o terror tanto precisa. A trama toda é bem desenvolvida e o que vem antes e depois da cena assustadora é mais impactante – e importante – do que o susto em si. E aí, com todo esse cenário montado, fica difícil não agradar.

Além disso, os personagens são mais complexos e bem desenvolvidos. "A Freira" inclusive é um exemplo bem claro disso. Ela fez parte de "Invocação do Mal 2" e conseguiu chamar tanta atenção do público, que a distribuidora viu nisso uma oportunidade de dedicar um longa só pra ela – e lucrar muito.

Mas se o segredo por trás da ascensão dos filmes desse gênero é apenas a qualidade ou se houve mais jogadas de marketing – ou quem sabe questões sobrenaturais? – envolvidas, não há como saber. Só o que podemos afirmar é que a era dos filmes de terror ruins ficou para trás.

Quem ainda não teve a oportunidade de assistir "A Freira", a Rede Cinesystem Cinemas está como longa em cartaz em todo o país durante essa semana.


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