O escritor mineiro Sérgio Rodrigues discute a representação do futebol na literatura


 

O autor do livro O Drible revela que, diferente da crônica, os romances e as poesias falam pouco sobre o esporte. Dia 29/10, segunda-feira, às 21h, no SescTV



Foto: Piu Dip




 

O escritor, jornalista e crítico literárioSérgio Rodrigues, ganhador do 12º Grande Prêmio Portugal Telecom de Literatura, em 2014, é o entrevistado do episódio A Literatura de Chuteira, da série Super Libris, que o SescTV exibe no dia 29/10, segunda-feira, às 21h. Com direção de José Roberto Torero, o escritor comenta sobre a presença do futebol na literatura, tendo um espaço maior nas crônicas.(Assista também emsesctv.sescsp.org.br/aovivo.)

 

Nascido em Muriaé – MG, em 1962, e radicado no Rio de Janeiro desde 1980, Sérgio já trabalhou em alguns dos principais veículos de comunicação do país, como: Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, O Globo e TV Globo. Passou por editorias de cultura, cotidiano, linguística e esportes. Esta última lhe deu bagagem para escrever O Drible, romance vencedor do 12º Grande Prêmio Portugal Telecom de Literatura, em 2014, nas categoriasRomance e Grande Prêmio. Além de publicada no Brasil e em Portugal, obra ganhou edições na Espanha, na França, na Dinamarca e nos Estados Unidos. Sérgio conta que este livro foi bem aceito tanto pela crítica literária, quanto pela crônica esportiva.

 

Segundo o escritor, historicamente, há poucos romances com a temática esporte, não apenas no Brasil, mas por todo o mundo. "O esporte te dá uma narrativa muito pronta, muito fechada e autossuficiente, pois já tem heróis, vilões, dramas, comédias e tragédias", revela e explica que é difícil tecnicamente chegar com mentirinhas e misturar ao mundo do esporte. Porém, Sérgio diz que o futebol aparece com frequência nas crônicas brasileiras, inclusive na chamada alta literatura, representada por nomes como do teatrólogo, jornalista, romancista e cronista Nelson Rodrigues (1912 – 1980) e do jornalista e poeta Paulo Mendes Campos (1922 – 1991).

 

O escritor - que também é autor, dentre outros, dos romances Flowerville (2006) eElza, a Garota (2009), da coletânea de contos Sobrescritos (2010) e do almanaque Viva a Língua Brasileira (2016) – discute a presença do futebol na poesia, em obras de autores como Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987) e João Cabral de Melo Neto (1920 – 1999); e, ainda, articula sobre o preconceito, por parte do mercado editorial, de acreditar que livro de futebol não costuma vender. "Eu acho que talvez seja mais uma questão de encontrar o tom para falar", esclarece.

 

Além da entrevista, Sérgio Rodrigues participa dos quadros Pé de Página, onde mostra seu ambiente de trabalho e revela como e porque escreve; e Primeira Impressão, no qual indica o livro O Negro no Futebol Brasileiro (1964), de Mario Filho. O episódio traz, ainda, os quadros: Orelhas, que apresenta a biografia do do escritor José Lins do Rego, que dedicou parte de sua obra a crônicas esportivas; Prefácio, com a colunista Cristiane Tavares, que sugere o livro A Bola e o Goleiro (1984), de Jorge Amado, com ilustrações de Kiko Farkas; e Quarta Capa, com os youtubers Kalebe e Juliana, que recomendam a leitura de O Drible, de Sérgio Rodrigues.

 

O quadro Epígrafe também é contemplado no episódio. Nele, a atriz, diretora e dramaturga Graça Berman comenta sobre a montagem do espetáculo Nossa Vila é uma Bola, adaptado de textos dos autores Armando Nogueira, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Marighella, Dom Paulo Evaristo Arns, Eduardo Galeano, José Roberto Torero, Juca Kfouri, Roberto Avalone, Paulo Mendes Campos, Plínio Marcos, Paulo Roberto Falcão e Luís Fernando Veríssimo.


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