Documentário inédito narra a história do Rio Paraíba do Sul, um dos principais do Brasil, no SescTV


A produção viaja por toda a extensão do rio, desde a sua nascente, em Areias – SP, até a sua foz, em São João da Barra – RJ  



Campos do Goytacazes - RJ. Foto: Fabrício Mota.


 

Responsável por fornecer alimentos e energia para estados da Região Sudeste do país, o Paraíba do Sul tem sua história contada no documentárioCaminhos do Mar (2018, 86 min.), dirigido por Bebeto Abrantes  e exibido pela primeira vez no SescTV, no dia 11/1, sexta, às 23h. A produção traz depoimentos de ribeirinhos, pescadores e estudiosos, que falam sobre o rio e destacam, entre vários temas, a sua nascente, a importância do abastecimento para pessoas que vivem ao longo de seu trajeto, o desmatamento e o uso inconsciente de sua água pelos habitantes da cidade. (Assistida também emsesctv.org.br/aovivo.) 

 

Com cerca de 1.150 quilômetros de extensão, o Rio Paraíba do Sul nasce na Serra da Bocaina, no município de Areias - SP. Segundo João Paulo Villani, diretor do Núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual da Serra do Mar, 13 milhões de pessoas, por todo o seu percurso, são abastecidas pela sua água, mas nem todas respeitam a natureza de seu entorno. Ele conta que, no passado, o local foi desmatado e diversos tipos de madeiras foram levados dali. "Depois transformaram o que sobrou dessa floresta em carvão e, em terceiro plano, veio a pastagem". De acordo com Villani, o processo de regeneração da região começou quando foi criado o Parque Estadual da Serra do Mar, localizado entre São Paulo e Rio de Janeiro.

 

O canoeiro Antônio Rezende sente dificuldade para navegar e pescar por falta de limpeza e remoção de detritos do fundo do rio. Ele comenta que hoje a população que depende do Rio Paraíba do Sul vive com menos de 30% da água que existia há 30 anos. O documentário chama a atenção para a poluição urbana e hídrica, com casas construídas no leito do Rio Paraíba do Sul e acúmulos de detritos e lixos em seu fundo. Na região da praia de Atafona, em São João da Barra - RJ, o pescador artesanal Gilson Dias assegura que de 200 a 220 casas foram invadidas pelo mar.

 

Na Fazenda da Taquara, em Barra do Piraí - RJ, Marcelo Streva lembra como o seu tataravô, um português, desenvolveu ali a monocultura do café no início do século 19, com o trabalho de mais de 200 escravos. Segundo ele, os negros escravizados foram peças fundamentais para o crescimento da propriedade, assim como o Paraíba do Sul. "Esse rio foi importantíssimo no escoamento do café", afirma Streva.

 

A produção Caminhos do Mar aborda, ainda, as grandes bombas que retiram até 2/3 das águas do Rio Paraíba do Sul, escoando-as na região metropolitana do Rio de Janeiro para abastecer nove milhões de pessoas; os pescadores artesanais; e a relevância do rio para a agricultura, a pecuária e a cultura da cana de açúcar.


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