"TV MULHER" DISCUTE ASSÉDIO E O CASO DO ESTUPRO COLETIVO

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Marília Gabriela foi a Brasília conversar com a ministra e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia. A edição conta, também, com entrevistas de Aguinaldo Silva e Alexandre Nero. 
 

O "TV Mulher" desta terça, dia 7 de junho, no VIVA, traz um assunto que dá o que falar e não sai da agenda feminina: o assédio moral e sexual enfrentado pelas mulheres nas ruas e no ambiente de trabalho. O tema será debatido por Marília Gabriela, pela promotora Gabriela Manssur, pelos jornalistas Ivan Martins e Flávia Oliveira e pela psicanalista Regina Navarro Lins.

Há duas semanas, uma jovem de 16 anos foi vítima de estupro coletivo, no Rio de Janeiro. O caso - que está em investigação -, com 30 homens suspeitos por envolvimento, chocou o país e colocou novamente o assunto em pauta. Marília Gabriela foi a Brasília conversar com a vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia.

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• "Você se incomoda com o fiu-fiu?"

Gabi começa o programa lembrando que antigamente o assédio era um assunto que "costumava ser varrido para debaixo do tapete". As mulheres não sabiam a quem recorrer. A apresentadora lê alguns depoimentos publicados no site "Think Olga", no qual vítimas relatam assédios cometidos ao longo da vida.

Mas algumas coisas mudaram e as mulheres estão denunciando mais. É o que diz Gabi Manssur, com uma ressalva: "Ainda há medo de sofrer represália. A mulher tem vergonha de denunciar, é como se ela tivesse sido tratada como objeto. A mulher se sente desprotegida.". A promotora fala sobre assédios moral e sexual e revela um dado impressionante: 49% das universitárias já lidaram com assédio moral.

Pelas ruas, a opinião é bem dividida: "Você se incomoda com o fiu-fiu?". Ainda que algumas mulheres gostem e aceitem o elogio, muitas outras o acham abusivo e se incomodam. Na visão masculina de Ivan Martins, as mulheres estão se posicionando publicamente e dizendo o que acham em relação a isso. "Nós homens ficamos chocados porque sempre pensamos que vocês adoravam ser elogiadas. Essa é uma novidade e nós teremos que nos adaptar. Respeita as mina, mano", diz.

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Segundo a Organização Internacional do Trabalho, 42% dos brasileiros já sofreram assédio moral. O número, de acordo com a jornalista Flávia Oliveira, é alarmante, mas há muita dificuldade, ainda, nas denúncias nesse tipo de situação. "É difícil, cria um constrangimento no trabalho entre os colegas. Por isso, talvez, os dados sejam menores do que o tamanho do problema", diz. Flávia explica que nem sempre o assédio moral acontece do superior hierárquico para o funcionário. Há, também, muito assédio e degradação das condições de trabalho, lateralmente, de um colega para o outro.

Stalking é o assunto a ser discutido por Regina Navarro Lins, que conta o caso de uma moça de 32 anos que sofreu perseguição de um ex-namorado. A psicanalista explica que nos Estados Unidos isso é crime desde 1990 e dá um conselho às mulheres: "Eu acho que as mulheres precisam perder aquela ideia de que tem que ter um homem ao lado de qualquer maneira. Porque isso faz com que você invente uma pessoa quando começa a relação. As coisas ficam nubladas, você não consegue conhecer as características do outro.".

No quadro "Elas na TV", é a vez de Theodoro Cochrane conversar com o autor Aguinaldo Silva sobre suas inesquecíveis personagens. "Elas são ricas, elas são pobres. Elas são boas, elas são más. Elas são ambiciosas, elas são trabalhadoras. Elas podem ser dondocas, também. Elas são do interior, elas são da cidade grande. Elas todas são muito populares o Brasil. E elas todas são da cabeça de um autor genial brasileiro", comenta Theodoro, ao descrever seu convidado. Durante a entrevista, Aguinaldo dá sua opinião sobre vilãs. "Não gosto das psicopatas, aquelas que matam. Também não gosto das que querem se vingar de alguma coisa. Gosto de vilãs que são vilãs porque são vilãs. Elas são más. Elas gostam de ser más.".

E Gabi recebe Alexandre Nero para um bate-papo descontraído e revelador sobre carreira e vida pessoal. A conversa vai do assédio ao machismo da sociedade. "Vou confessar, o assédio que eu tinha como músico, era mais fervoroso. Dormiam na frente da minha casa. Descobriam o número do meu telefone. Sempre falo isso 'o assédio do músico não tem comparação com o do ator. Era muito grande, fugia um pouco desse controle mesmo.".

O programa conta também com a participação especial de Jout Jout, sucesso no Youtube, com a exibição do vídeo sobre relacionamentos abusivos.

• Sobre o novo "TV Mulher"

Sexo, mercado de trabalho, direitos e deveres, relacionamento, moda, assédio, futuro e muitos outros assuntos são pautas do novo "TV Mulher".

O "TV Mulher" está de volta para abordar a agenda feminina sob uma nova perspectiva, com assuntos que não saíram da pauta, mesmo após 30 anos. Sucesso nos anos 1980 na programação matinal da Globo, a atração apresentada por Marília Gabriela e Ney Gonçalves Dias virou ícone ao tratar temas considerados tabus com uma linguagem objetiva e sem complicações. Gabi está novamente à frente das dez edições inéditas.

Para enriquecer o debate, o programa conta com o conhecimento de especialistas em diversos assuntos que cercam o universo feminino: Fernanda Young, Flávia Oliveira, Gabriela Manssur, Ivan Martins, Regina Navarro Lins e Ronaldo Fraga.

O projeto é uma produção do VIVA e da Cygnus Media, com direção geral de Leticia Muhana e direção artística de Jorge Espírito Santo. O roteiro é assinado por Beth Ritto, Mariliz Pereira Jorge e Clarisse Goulart.

VIVA - Canal Globosat
"TV Mulher" - inédito

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Horário principal: terça-feira, dia 7 de junho, às 22h30 
Horários alternativos: sábado, dia 11 de junho, às 12h30 e às 21h30; domingo, dia 12 de junho, às 19h; e terça-feira, dia 14 de junho, às 10h e na faixa das 16h

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