Atendimentos às mulheres vítimas de violência é o tema do 'Profissão Repórter'

TV GLOBO


De acordo com o Monitor da Violência, o Mato Grosso do Sul é o estado com maior taxa de feminicídio do país.

Cidade de São Paulo tem a delegacia de defesa da mulher que mais registra ocorrências na América Latina.
 
O Brasil bateu recorde de feminicídios em 2022, com uma mulher morta a cada seis horas. Esse é o maior número registrado no país desde que a lei do feminicídio entrou em vigor, em 2015. O 'Profissão Repórter' desta terça-feira, dia 26, mostra como funcionam os atendimentos às mulheres vítimas de violência no Mato Grosso do Sul, estado com maior taxa de feminicídio do país de acordo com o Monitor da Violência, e em São Paulo, na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, a que mais registra ocorrências na América Latina. 
 
No Mato Grosso do Sul, a repórter Nathalia Tavolieri e a repórter cinematográfica Gabi Villaça vão à cidade de Corumbá, onde quase duas mil mulheres vivem com medida protetiva. Os guardas civis da Patrulha Maria da Penha acompanham essas mulheres em visitas periódicas e podem ser acionados imediatamente diante de qualquer aproximação do agressor. Além disso, a Patrulha escolta oficiais de justiça no momento da entrega da medida protetiva ao agressor. "Desde a criação do nosso serviço, em 2011, nenhuma mulher com medida protetiva ativa foi assassinada pelo agressor", afirma Andréia Heinrich, coordenadora da Patrulha Maria da Penha.
 
Em 2022, o Mato Grosso do Sul apresentou recorde histórico de feminicídio, com 43 casos. Na comunidade ribeirinha de Porto Esperança, na zona rural de Corumbá, a pescadora Elisa da Silva relembra os 11 anos de violência doméstica sofridos dentro de casa. "Até hoje, não consigo explicar porque eu continuava naquela situação", conta. Mãe de nove filhos, Elisa afirma que, com seu relato, espera que outras mulheres não passem pelo que ela passou. "Usei minha experiência para ensinar minhas meninas a nunca aceitar qualquer tipo de agressão". 
 
Nessa região, todas as mulheres com medida protetiva têm acesso a serviços de apoio psicológico e jurídico oferecidos pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher, o CRAM, que já atendeu mais de 11 mil corumbaenses desde 2022. Hoje, a mais velha é dona Doraci, de 86 anos. Depois de ficar viúva do ex-marido que a agredia fisicamente, ela foi novamente vítima de violência doméstica, dessa vez pelo próprio filho. "Criei coragem e pedi medida protetiva. Há dois anos, estou em paz e recuperei a alegria de viver", afirma dona Doraci.
 
Na zona sul de São Paulo, a repórter Danielle Zampollo acompanha a rotina da delegacia de defesa da mulher que mais registra ocorrências na América Latina. Os casos mais comuns envolvem lesão corporal, ameaça, injúria e estupro. Para a delegada titular, Monique Ferreira, os números vêm aumentando de forma alarmante. "É importante que elas peçam a medida protetiva para que esse número não seja incrementado pela falta de conhecimento, pela falta de informação. Muitas mulheres não sabem o valor de uma medida protetiva de urgência", afirma a delegada. 
 
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil teve um recorde de feminicídios em 2022, com 1.437 vítimas, um aumento de 6,1% em relação ao ano anterior. No estado de São Paulo, apenas 7,4% das mulheres vítimas de feminicídio tinham medida protetiva.
 
O 'Profissão Repórter' desta terça-feira, dia 26, vai ao ar logo após 'Todas as Flores'.
 

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