A nova longevidade no Brasil

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'Globo Repórter' desta sexta-feira revela que a idade já não é mais o principal indicador de saúde e independência entre as pessoas mais velhas

De que forma estamos envelhecendo? Está sendo um envelhecimento saudável, do ponto de vista médico e psicológico? A partir de qual idade devemos nos preparar para a velhice? O 'Globo Repórter' desta sexta-feira, dia 02, se dedica a nova longevidade do brasileiro. Os repórteres Edney Silvestre e Janaína Lepri contam com a ajuda de especialistas e, sobretudo, de quem já está na terceira idade sem medo dos anos acumulados para responder a essas e outras perguntas. 
 
Entre os destaques do programa, um estudo da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP) – feito pela primeira vez no Brasil com cerca de nove mil pessoas acima dos 50 anos – revelou: a idade não é o principal indicador de saúde e independência entre as pessoas mais velhas. Atualmente, o que conta é a idade biológica. Ou, como chamam os pesquisadores, a Capacidade Intrínseca. Ao todo, cinco pilares constituem esse conceito do novo envelhecimento saudável – a cognição, a vitalidade, a mobilidade, o sensorial e o psicológico.  
 
Em outras palavras: não basta apenas tem uma boa saúde física, é preciso ir além para viver mais e melhor. Isso quer dizer não somente ter uma boa alimentação, mas também conviver com uma rede de amigos, estar atento à saúde mental, além de estar sempre em movimento - tanto o corpo, como a mente. O programa mostra também que a idade não é um fator limitador para se iniciar algo novo. O cantor e compositor Leo Jaime, de 62 anos, fala sobre como a prática do ballet como atividade física o tem ajudado. "Foi quebrar preconceitos meus e da sociedade. Existe o medo do julgamento alheio", assume o cantor.  
 
O programa traz também uma aula diferente indicada a quem sente que o corpo está "enferrujando". À frente do projeto, que acontece em São Paulo e usa técnicas de psicomotricidade, está o coreógrafo Ivaldo Bertazzo, que há mais de 40 anos atua com reeducação dos gestos. Os exercícios misturam equilibro, raciocínio, noção do espaço, além do controle da postura e dos movimentos. Muitos destes podem ser repetidos em casa, durante a rotina, com ferramentas comuns como toalhas de banho, por exemplo, que podem auxiliar no alongamento dos braços e das pernas. De acordo com Bertazzo, todo esse conjunto faz despertar a consciência corporal. 
  
"Já conhecia o Ivaldo Bertazzo e sempre fui admiradora do trabalho dele. Mas jamais pensei em ter a oportunidade de experimentar uma aula do método que ele criou. Foi uma tremenda experiência pois pude aprender que é possível treinar nosso corpo para envelhecer com autonomia, colocando consciência nos movimentos que executamos no dia a dia. Sempre é tempo de ganhar força e flexibilidade", diz Janaína Lepri. 
 
Muitos podem se perguntar: a partir de qual idade devemos nos atentar para uma velhice saudável? A resposta é: não tem idade certa. O que é fundamental é, ao longo dos anos, criar uma espécie de "poupança de vida" a partir da prática regular de atividade física, alimentação balanceada e treinamento da memória e cognição. Isso ajuda, segundo os especialistas, no enfrentamento de eventuais problemas de saúde que possam surgir a partir dos 60 anos.  
 
"A vida pode ficar mais divertida, mais saudável e mais independente depois dos 60 anos. Há uma crença na maldição do envelhecer, mas a ciência hoje afirma que existe um caminho melhor para longevidade. Envelhecer, pasmem, pode ser bacana", garante Edney Silvestre. Ele destaca dona Lulu, de 88 anos, uma das suas entrevistas no programa da semana, como um dos grandes exemplos de como é importante transformar o inevitável envelhecimento em algo positivo e alegre. 
 
O 'Globo Repórter' desta sexta-feira, dia 02 de dezembro, vai ao ar depois da novela 'Travessia'. 

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