Documentário inédito “Eduardo Coutinho – 7 de Outubro” é exibido no SescTV

O longa vai ao ar no dia 14/8, sexta, às 23h, no SescTV


Foto: Divulgação.

O cineasta brasileiro, diretor de Cabra Marcado para MorrerEdifício Master e Jogo de Cena, fala sobre seu processo de trabalho no documentário Eduardo Coutinho – 7 de Outubro, dirigido por Carlos Nader. Com duração de 72', a produção reúne a própria equipe de Coutinho, do eletricista à montadora, e Nader se utiliza do método "coutiniano": liga a câmera e se preocupa apenas em entrevistar o documentarista. O programa irá ao ar no SescTV, no dia 14/8, sexta, às 23h.

A ideia de produzir o filme partiu do Sesc São Paulo para homenagear os 50 anos do projeto Trabalho Social com Idosos, no qual a instituição foi pioneira no Brasil. Para tanto, foi pedido a Nader, em 2013, que fizesse um documentário. O diretor sugeriu que fosse com um dos maiores documentaristas do país, Eduardo Coutinho, que aos 80 anos continuava ativo e criativo. O filme foi lançado em DVD em 2014 pelo Selo Sesc.

Nader grava com Coutinho no dia 7 de outubro de 2013; vem daí o título do longa-metragem. Nessa época, o mestre do documentário estava finalizando seu último trabalho, no qual entrevista adolescentes da rede pública de ensino do Rio de Janeiro. Com o título de Últimas Conversas (2015 – Póstumo), o filme só foi finalizado após sua morte (2/2/2014).

Ao entrevistar Coutinho, Nader diz que sentiu que havia uma inversão nos papeis, já que o protagonista era um grande entrevistador. Entretanto, ficar do lado oposto não assusta o famoso diretor, acostumado a permanecer atrás das câmeras. À vontade, ele fala sobre suas experiências e as sequências de seus filmes Babilônia (2000), Edifício Master (2002), Peões (2004), O Fim e o Princípio (2005), Jogo de Cena (2007); Santo Forte (1999), e As Canções (2011). 

Para produzir seus documentários, Coutinho segue algumas regras: o lugar onde será o cenário da produção precisa ser único; a filmagem deve ser feita com câmera parada e não conter insertes; e seus personagens não podem ser conhecidos. Tendo como trabalho ouvir pessoas, ele acredita que há realizadores que não o acham ousado; e comenta sobre as relações existentes em seus filmes, entre entrevistador e entrevistado, que podem ser consideradas de "eróticas" no sentido amplo da palavra, já que a fala está ligada ao corpo. "Nesse sentido eu sou bom, porque eu não espero nada. Tudo é ligado ao corpo".

Ao ser questionado sobre a impressão de que em seus filmes os velhos aparentam ser mais felizes que os jovens, o documentarista expõe que é possível que sejam, e explica: "Todo passado contado é mais intenso que o passado vivido". Ele revela como faz para que seus entrevistados contem suas histórias de vida, dores e sentimentos; discorre sobre a relação entre a vida e a obra; sua fascinação pelo inacabado, impuro, imperfeito e precário; e, ainda, sobre o sentido da vida. 

 

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