Rodrigo Santoro e Selton Mello estão na 5ª temporada de Sessão de Terapia que estreia no Globoplay no dia 04 de junho

GLOBOPLAY
Permeada por um tema que une todos os pacientes: a vida, a quinta temporada  do original Globoplay 'Sessão de Terapia' trará novos desafios para Caio Barone (Selton Mello). Sem Sofia por perto, ele precisa  procurar um novo profissional para acompanhá-lo. É então que chega à série Davi Greco (Rodrigo Santoro), um terapeuta que cuida de adultos mas sobretudo de crianças, fato que vai gerar uma tensão entre eles. A nova temporada vai marcar o reencontro dos amigos Rodrigo e Selton, que não trabalham juntos desde a novela "Olho no Olho" de 1993, onde se conheceram. A quinta temporada da série foi gravada nos Estúdios Globo e os dez primeiros episódios estreiam no Globoplay no dia 04 de junho. A cada semana, cinco novos episódios sobem à plataforma, sempre às sextas-feiras. 

Dirigida por Selton Mello, escrita por Jaqueline Vargas e produzida por Roberto d'Avila, Sessão de Terapia é uma série original Globoplay, produzida pelo GNT e Moonshot Pictures. "É muito comovente fazer essa série, que na quinta temporada se passa durante a pandemia. O acolhimento e a escuta, que são fundamentos da terapia, são ainda mais necessários e o eixo da relação do Caio com os pacientes se torna ainda mais sólido e fundamental nesse momento. Através de uma ficção, você consegue tocar o coração do público e fazer com que ele se enxergue e que ele sublime muitas dores, então ela chega em um momento primordial", define Selton. 

Amigos há quase 30 anos, Rodrigo Santoro e Selton Mello se reencontram no set desde que contracenaram juntos na novela 'Olho por Olho', em 1993. Em 'Sessão de Terapia', além de atuar, Selton dirige Rodrigo pela primeira vez. "Tenho muita admiração pela capacidade que o Selton tem de desempenhar com maestria as duas funções no mesmo projeto. Fazia muito tempo que eu não participava de um trabalho que me sentisse tão à vontade. Então acho que a quinta temporada vem num momento muito oportuno, no melhor sentido da palavra, para falarmos das questões humanas", define Rodrigo.

Os novos pacientes, que Caio atenderá durante a semana são: Manu (Letícia Colin), Tony (Christian Malheiros), Giovana (Luana Xavier) e Lidia (Miwa Yanagizawa). A nova temporada também abordará a vida familiar de Caio Barone. Com a notícia da morte da mãe, seu grande fantasma do passado, Caio entrará em conflito com sua irmã, Mariana (Bruna Chiaradia), que insiste para que ele conheça o irmão, Miguel. Nosso protagonista resistirá, imaginando que este inesperado novo irmão seja um cara mimado e irresponsável. Miguel será vivido por Danton Mello, na grande participação especial desta temporada. O encontro dos dois irmãos atores em cena será inédito, já que fizeram algumas peças de teatro juntos, pequenas participações no cinema, mas nunca se encontraram em algo desse porte, na tv ou streaming. 

Sessão de Terapia conseguiu o raro feito de ser um enorme sucesso de público e crítica. As duas primeiras temporadas foram adaptadas do original israelense Be Tipul e a partir da terceira temporada, ainda no GNT, Jaqueline Vargas, Roberto d'Avila e Selton Mello desenvolveram temporadas inéditas. A quarta temporada inaugurou uma nova fase, com o início da parceria com o Globoplay, sendo uma das séries originais mais vistas pelo público e que rendeu a nomeação à Melhor Série de Ficção Tv Fechada/Ott de 2020 pela Academia Brasileira de Cinema.

Entrevista com a autora Jaqueline Vargas      
                     
Neste ano atípico, a pandemia foi determinante para escrever a realidade de cada paciente?
A pandemia foi motivo de muita reflexão, porque a ideia não era fazer uma temporada calcada na pandemia, mas também não excluir o fato. Não foi determinante para todos os personagens, mas a situação permeou alguns momentos de todos eles. A única personagem que teve sua linha realmente pensada de acordo com pandemia foi a personagem Lídia, por ser justamente uma enfermeira. 

Como funciona seu processo de pesquisa para as histórias abordadas?
Conversar muito com pessoas que vivenciam o que procuro representar na tela. Escutar os relatos é sempre muito importante. Procuro exemplos reais, estudos de caso, leio muito. 

Como você cria essa trajetória de autoconhecimento dos personagens que acompanhamos ao longo das sessões? Conta com consultoria de psicólogos / psicoterapeutas?
No caso de 'Sessão', podemos dizer que o arco construído é mais intimista. Não necessariamente temos grandes gestos, grandes movimentos, é mais sutil, aquele território onde um detalhe pode mudar tudo.  Estamos acompanhando o descascar das camadas de uma pessoa em direção ao que a angustia. É um trabalho de pequenos gestos, cada palavra importa muito, é uma costura do que o personagem revela e do que ele não revela. Temos a trajetória do não dito, que será proferido ali.  Às vezes, a temporada termina quando o paciente começa, de fato, a terapia. O arco dele foi esse. Desde a quarta temporada contamos com a consultoria do psicanalista Ricardo Goldenberg. Nessa quinta, além do Ricardo, também tivemos a consultoria do psicanalista Daniel Kupermann.

Como acha que a série vai impactar o público, especialmente em um ano que vivemos o isolamento social?
Penso que a série vai sensibilizar porque o isolamento é algo muito desorganizador, algo que pode gerar uma sensação de clausura e a série toca, mesmo que sutilmente, nesses pequenos detalhes que passaram a fazer parte desse novo status quo. A temporada não deixa de ser um pequeno reflexo do que aconteceu e está acontecendo conosco. Nem todos os pacientes estão lá devido à pandemia, mas esse momento do mundo de alguma forma se apresenta e, mesmo a única paciente que realmente vem com questões mais ligadas a isso, vai perceber que a pandemia foi um disparador de questões que já existiam. Momentos críticos como este podem nos levar a repensar muito a nossa trajetória. Também acredito que de alguma forma não é só o personagem que entra na sala de Caio, o espectador entra junto nesse lugar onde podemos falar, nos emocionar, chorar, assumir fraquezas, medos. Então, num país onde a grande maioria das pessoas não tem acesso a terapia, poder chegar neste lugar mesmo que ficcionalmente, me parece importante. 

O mundo está muito sensibilizado com a pandemia. Qual a principal mensagem de Sessão de Terapia?
Saúde mental é saúde. Todos deveriam ter a oportunidade de fazer terapia. Além da pandemia da Covid-19, temos outra pandemia em curso: a de depressão. Acho que a série aponta para a importância da nossa saúde mental e que escutar a si mesmo pode ser revelador.

Entrevista com o produtor Roberto D'Ávila

- Qual foi o principal desafio de produzir Sessão de Terapia durante a pandemia?
O principal desafio foi o criativo, tanto do ponto de vista de concepção das histórias e personagens, como dos processos e da realização. Tivemos que desenhar com muita precisão o funcionamento e a janela de oportunidade para gravar, já que fomos uma das primeiras séries a filmar depois de um longo hiato. Isso nos levou a redesenhar toda a operação e cravar o mês de setembro para iniciar as filmagens, o que nos impôs nosso segundo grande desafio: escrever em tempo recorde!

O Sessão de Terapia tem por métrica trabalhar intensamente com uma sala de roteiros liderada pela nossa autora Jaqueline Vargas por 6 meses. Escrevemos 35 episódios a cada temporada de um texto muito sofisticado, emocional, intenso e sensível.  Nesta temporada tínhamos apenas 3 meses e meio para fazer a mesma tarefa. A nossa paixão pela série e o entendimento de que é um conteúdo muito necessário no momento em que vivemos nos fizeram redesenhar os processos. Passado o momento de adrenalina e agora vendo a série pronta com algum distanciamento, posso dizer que valeu a pena. A temporada está muito poderosa e agregou muito dessa energia da realização e da potência da qual procuramos nos revestir para encarar este desafio.

- Quais foram os grandes aprendizados de produção desta quinta temporada?
Eu diria que mais que aprendizados, tivemos muitas apostas. Por muito tempo debatemos e consideramos o que colocar na tela, como escrever uma série durante a pandemia para exibi-la num momento em que não teríamos como prever o estágio dela e, portanto, como tratar e caracterizar os personagens e as histórias para que o assunto não fosse ignorado, mas ao mesmo tempo não fosse dominante a ponto de corromper a delicadeza e a humanidade que procuramos construir tão belamente no Sessão. Procuramos esse ponto de equilíbrio delicado em que tratamos do assunto quando necessário, mas sob o ponto de vista dos dramas pessoais e do sofrimento específico de cada personagem. 

 - Qual a principal mensagem de Sessão de Terapia?
Trabalhamos com as ferramentas da escuta e do acolhimento que são imensamente necessárias no mundo de hoje em todos os campos. Temos que gritar menos e ouvir mais... isso sozinho já resolveria muitos dos nossos problemas como coletividade. Se for para separar apenas uma mensagem principal, eu digo que o exercício da escuta é o que mais precisamos num momento em que todos querem falar e se mostrar e, ao mesmo tempo, ninguém está enxergando e nem ouvindo o outro. A série traz essa mensagem de modo delicado, mas muito pungente.

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