Está no ar primeiro mini-doc de uma série de quatro vídeos que revelam a vida das mulheres em manguezais do Pará


CURTAS INTEGRAM A PROGRAMAÇÃO DA CAMPANHA 'MÃES DO MANGUE' QUE INCLUI TAMBÉM LIVES E LANÇAMENTO DE UM LIVRO DE RECEITAS



A extrativista Paula Cristiane Maciel, da Resex Soure, na Ilha do Marajó. (Foto: Matheus Almeida/Divulgação)

As histórias de vida de mulheres marisqueiras e sua relação com o ecossistema são o ponto central da série de mini-docs que estreia hoje seu primeiro episódio. Disponível em (https://www.maesdomangue.com.br), a produção faz parte da campanha "Mães do Mangue" e é encabeçada pelas organizações Rare, Purpose, Associações dos Usuários das Reservas Extrativistas Marinhas e Costeiras (AUREMs) e Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (Confrem). A série traz depoimentos de trabalhadoras das cidades de Bragança, Curuçá e Soure e terá novos vídeos nos dias 7, 14 e 21 de agosto.

A campanha "Mães do Mangue" vai contar também com lives e o lançamento do livro de receitas "Cozinha da Maré", com pratos originais das mulheres de 12 Reservas Extrativistas Marinhas localizadas na costa paraenses, para mostrar seu protagonismo e de suas famílias na proteção e conservação desses territórios no Pará. O estado possui a maior área contínua deste ecossistema de todo o planeta, onde trabalham e vivem 224 mil pescadores, o que representa 25% dos pescadores do país. Destes, 95 mil são mulheres, o que torna a região a maior em número de trabalhadoras na pesca, de acordo com dados do Registro Geral da Pesca (RGP - 2012), do então Ministério da Pesca e Aquicultura.



(Sandra Regina Pereira Gonçalves, 51 anos, primeira secretária da Associação dos Usuários da Resex Mãe Grande do Curuçá (Auremag), no município de Curuçá.Foto: Matheus Almeida/Divulgação)

"O mangue representa tudo para mim, faz parte da minha vida, é de lá que a gente tira nosso sustento, nosso alimento saudável. Somos guardiãs desse maretório, temos que conservar ele pra que ele seja um berçário cada vez mais produtivo para a comunidade e para as futuras gerações", defende Sandra Regina Pereira Gonçalves, 51 anos, primeira secretária da Associação dos Usuários da Resex Mãe Grande do Curuçá (Auremag), no município de Curuçá.
Gerente do Programa Pesca para Sempre da Rare, Bruna Martins explica que, na cadeia de valor da pesca, a participação das mulheres significa subsistência para toda a família, especialmente, em tempos de crise. "As mulheres nativas dos manguezais amazônicos são um elo de sustento e conexão nos núcleos familiares e nas suas comunidades. Sua participação é estruturante na manutenção das atividades de subsistência, produtivas e culturais, atuando como guardiãs de conhecimentos e práticas de cuidado com os manguezais", informa.

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