COM TRABALHOS INÉDITOS NO Oi FUTURO, PAULO CLIMACHAUSKA ABRE DUAS EXPOSIÇÕES NO RIO

 

·         Artista paulistano inaugura "Re-subtrações - Paulo Climachauska", no Oi Futuro no Flamengo dia 14 de janeiro e "Fluxo de Caixa", na Galeria Artur Fidalgo, dia 15 de janeiro;

·         No Oi Futuro, Climachauska expõe trabalhos em vídeo e substitui o uso das contas de subtração, marca de seu trabalho, por outras referências à matemática;

·         Sistemas numéricos são a matéria-prima de série de pinturas "Catedral", que mostra a relação entre arte e economia, na Artur Fidalgo

 

O Rio de Janeiro recebe em janeiro duas exposições do artista Paulo Climachauska: no Oi Futuro no Flamengo, dia 14 de janeiro, e na Galeria Artur Fidalgo, dia 15 de janeiro. Conhecido por usar a matemática como matéria-prima de seu trabalho, o artista paulistano vai ocupar as três galerias e a área externa do centro cultural no Flamengo e vai expor pela primeira vez trabalhos em vídeo, além de pinturas, desenhos, esculturas e instalações. Na Artur Fidalgo, Climachauska mostra uma série de pinturas em nanquim e uma instalação, em que busca a relação entre arte e economia.

 

No Oi Futuro

 

"Re-subtrações – Paulo Climachauska", a mostra no Oi Futuro, marca uma nova fase na trajetória de Climachauska, em que o uso das contas de subtração como traço – característica que se tornou um ícone de sua obra – é substituído por referências aos jogos e relógios. Nesses trabalhos, o artista aprofunda sua pesquisa sobre o racionalismo e a precisão matemática, incorporando o acaso e o tempo ao seu universo conceitual. Neles, o artista volta a abordar os sistemas numéricos, que considera ordenadores e reguladores do mundo, mas sem numerais aparentes.

 

"Com esta exposição inédita, desenvolvida especialmente para nosso espaço, o instituto de responsabilidade social da Oi busca incentivar o artista a explorar a tecnologia no seu processo criativo", diz Maria Arlete Gonçalves, diretora de Cultura do Oi Futuro.

 

Com curadoria de Alberto Saraiva, "Re-subtrações" reúne três séries de trabalhos, incluindo pinturas, desenhos, esculturas, instalações e vídeos. Na área externa do Oi Futuro, o público verá a obra "O Dia em Que a Terra Parou", uma escultura em granito preto com 90cm de diâmetro que representa um relógio de sol invertido. O trabalho está ligado à série exibida no nível 1, "Tac-Tic", composta por 14 painéis em preto e branco que misturam fórmica e madeira, formando imagens da sombra de um ponteiro de um relógio de sol em posições diversas.

 

Na série "Modelo para Armar", Climachauska explora as possibilidades estéticas e conceituais do jogo infantil Pega-Varetas, incluindo uma instalação com 28 varetas gigantes de alumínio dispostas ao acaso. A série também traz seis desenhos em pastel aquarelado, nos quais as varetas são reproduzidas em diferentes posições sobre fundo branco. "No jogo Mikado (Pega-Varetas), formas geométricas são criadas ao acaso e, quanto mais você retira as varetas, mais você ganha", diz o artista. 

 

Os jogos de baralho servem de inspiração à série "Blefe", que ocupa a galeria do nível 2 do centro cultural com oito telas em silkscreen de grandes dimensões baseadas em padrões geométricos de versos de baralhos. São losangos, círculos e quadrados que, segundo o artista, remetem às pinturas abstratas construtivas dos anos 50. Completam a exposição três vídeos inéditos de Climachauska, que colocam lado a lado questionamentos lançados pelas séries "Tac-Tic" e "Modelo de Armar".

 

Na Artur Fidalgo Galeria

Na exposição "Fluxo de Caixa", que entra em cartaz na Artur Fidalgo, o destaque é a série "Catedral", composta por quatro telas que retratam grandes depósitos e galpões industriais delineados a nanquim por contas de subtração. Diferentemente de trabalhos anteriores, nesta série o artista não se apropria de espaços existentes, mas cria espaços imaginários. Exposta anteriormente em Bruxelas em 2012, a série faz referência ao consumo desenfreado na busca por sentido em um mundo em que a especulação financeira tomou o lugar dos mitos, das religiões e da ideologia, na visão do artista.

 

Construir o trabalho a partir de contas de subtração cria uma inversão no processo construtivo, na medida em que quanto mais se subtrai, mais se constrói, explica Climachauska. O artista denomina esse processo de "construção por subtração". "Catedral fica entre a figuração e a abstração geométrica. Apesar de muito acúmulo, você olha e os espaços dão a sensação de vazio", afirma. A Artur Fidalgo  apresenta ainda  uma instalação composta de caixas de papelão e cubos mágicos.

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