“Streaming será a nova estrada do conteúdo de TV”, afirmam especialistas em painel durante a ABRINT 2022


 


 


 

Watch Brasil, Roku, DirecTV GO e TV Alphaville apresentaram o novo cenário de conteúdos de TV linear, o futuro do streaming e o papel dos ISPs
 


São Paulo, 26 de maio de 2022 - "O streaming será a nova estrada do conteúdo, incluindo o conteúdo de TV". A frase do executivo André Romanon, country manager da Roku - plataforma #1 de streaming para TV dos Estados Unidos, México e Canadá - em painel realizado na ABRINT 2022 de hoje (26), com o tema: "O streaming como impulsionador dos negócios de ISPs". A visão é corroborada pelo cofundador e CEO da Watch Brasil, Maurício Almeida, que recentemente se posicionou como Hub de Conteúdo.

 

"O conteúdo é muito importante para o upselling e aumentar o ticket médio dos ISPs, os serviços de streaming são um diferencial que permitem ao provedor deixar de ser commodities e parar de competir em preço. Recebi uma oferta de 600 megas ao invés de 300 megas pelo mesmo preço que pago hoje. Isso mudou minha vida,não? Não senti diferença. É neste ponto que estamos hoje. O que realmente impacta o consumidor é o conteúdo relevante e é neste ponto que ser um Hub de Conteúdos faz toda a diferença", afirma o CEO da Watch Brasil.

 

Além de Maurício Almeida e André Romanon, o painel também contou com a presença de Flávia Guerra, diretora executiva da DirecTV Go e Maria Cristina Mizumoto, CEO da TV Alphaville, parceiras da Watch Brasil. Todos explicaram sobre a importância do serviço ISP e como eles são uma das principais portas de entrada para quem deseja consumir conteúdo, como filmes, séries, canais de TV e transmissões esportivas.

 

Flávia contou que os dados da DirecTV GO mostram que o consumo de vídeo online - últimos 3 anos teve 83% de crescimento e a empresa ainda verifica que na população brasileira, 78% do consumo ainda é TV linear. A executiva concorda que é o consumidor que vai decidir o formato, neste sentido, a DirecTV Go "Pretende unir ainda mais os serviços de streaming e trazer para os clientes um portfólio diverso, customizável e adaptável à realidade do mercado brasileiro. Temos muitos parceiros de streaming

e oferecemos TV e streaming tudo num app somente", afirma Flávia.

 

A CEO da TV Alphaville disse que acredita sim que o streaming será o caminho, por um motivo muito simples. "Os engenheiros aqui podem confirmar, mas tecnicamente, é mais barato fazer a transmissão de conteúdo por streaming. Pelo SEAC, temos regras que exigem a garantia de segurança e outros pontos que tornam o custo muito maior", explicou Maria Cristina Mizumoto.

 

Maurício Almeida afirmou que é importantíssimo que os ISPs repensem seu posicionamento e passem a ver com outros olhos o mercado. "Hoje tive três conversas com provedores aqui na feira e todos eles me disseram… poxa, mas eu vou ter que desligar meu headend, eu investi tanto nisso. O fato é que 99% dos provedores tem o apego ao ferro, ao hardware. Quando visitamos os ISPs, eles gostam de nos mostrar o banco de bateria, o container que compraram de equipamentos, o data center que montaram de 400 m2 e os 2 milhões investidos no headend. Mas a real é que o ISP não precisa mais de nada disso. E isso é positivo, o custo é infinitamente menor e a agilidade de produto no time to market incomparável", contextualizou o CEO da Watch Brasil.

 

Atualmente, os ISPs possuem 47% dos clientes de banda larga do Brasil e ainda há muito espaço para crescer. "O meio de acesso dominante no mercado ainda é o DTH/Parabólica. Temos uma grande oportunidade de converter 9,3 milhões de assinantes através do streaming", afirmou André Romanon, da Roku. "Não podemos deixar de considerar que a nova geração exige outras opções. Eles assistem mais de um conteúdo ao mesmo tempo, em diferentes devices e temos que estar preparados para atendê-los", destacou Maria Cristina Mizumoto, da TV Alphaville.
 

E mais do que isso, a oportunidade está em atingir locais que hoje só estão sendo cobertos por pirataria. "O mercado de TV Pirata hoje é de 10 bilhões de reais. Os ISPs têm a oportunidade de converter alguns destes bilhões para o seu portfólio", afirmou Maurício Almeida.
 

Na Watch Brasil, a empresa tem como parceiros a TV Alphaville, a DirectTV GO e está disponível nos dispositivos da Roku. O ISP leva para seus assinantes o acesso a mais de 50 canais de TV via streaming (Band, Band Sports, Band News, Terra Viva, Cultura, Record, Record News, Rede TV, SBT, Arte1, Agro1, Smithsonian Channel, Fish TV e CNN Brasil, por exemplo), além de filmes de Hollywood, séries, documentários e reality shows.

 

A solução indicada pelos painelistas são combos que agregam valor. O consumidor não quer mais ter diversos streamings avulsos, por isso o caminho de ter parceiros que sejam um Hub de Conteúdo é o que faz toda a diferença para os ISPs.

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