Revolucionária na música, política e comportamento brasileiro, Nara Leão é tema de episódio do Mamilos com a reunião de depoimentos exclusivos

GLOBOPLAY

Isabel Diegues, Renato Terra, Jordana Berg e Cacá Diegues participam do episódio especial do podcast e trazem reflexões sobre a série original Globoplay: 'O Canto Livre de Nara Leão'

No primeiro Mamilos Cultura de 2022, as apresentadoras Ju Wallauer e Cris Bartis recebem convidados especiais para conversar e refletir sobre a trajetória de uma personalidade marcante da música brasileira, a cantora, compositora e instrumentista Nara Leão. O episódio conta com as participações de Isabel Diegues, cineasta, escritora, editora e filha de Nara; Renato Terra, diretor do documentário; Jordana Berg, montadora da série; e Cacá Diegues, cineasta e ex-marido da artista. Das transformações protagonizadas por Nara na música e no comportamento brasileiro, passando por sua atuação no período de ditadura militar no país, além de relatos sobre sua infância pouco convencional, o especial tem como fio condutor o 'O Canto Livre de Nara Leão' - um documentário original Globoplay. Dividida em cinco episódios, a série conta a história dessa mulher que esteve à frente do seu tempo entre as décadas de 50 e 80.  
 
Além dos depoimentos dos convidados, entrevistas e áudios que ficaram de fora da série são trazidos em primeira mão ao Mamilos, como os depoimentos dos músicos Fagner e Roberto Menescal. Emocionadas ao conhecer mais sobre a história desta artista tão potente e revolucionária, as apresentadoras perguntam ao diretor do documentário 'porque sabemos tão pouco sobre uma mulher que teve um papel tão importante na política, na arte e no comportamento do país'. Em resposta, ele fala de forma ampla e crítica sobre o conhecimento segmentado que a maior parte do público tem sobre o trabalho. "Eu acho que essa relevância da Nara foi se perdendo depois da morte dela porque para você ter uma dimensão da potência da Nara, você precisa entender o contexto, precisa parar, prestar atenção e se informar. Porque a força da Nara está na sequência de rupturas e de coragens e de caminhos que ela abriu na música brasileira, no comportamento brasileiro e na política brasileira", avalia Renato Terra, diretor do documentário 'O Canto Livre de Nara Leão'. 

Com uma criação diferenciada e longe das normas tradicionais, Isabel Diegues traz à conversa relatos contados por seu avô sobre o comportamento de sua mãe perante os padrões impostos da época, desde como uma mulher deveria se comportar, até mesmo do enfrentamento à Ditadura Militar. "Meu avô tinha uma coisa bastante forte e eu me lembro bastante disso, que é uma coisa da individualidade e da independência das pessoas. Ele, claro, era um homem do seu tempo. Com certeza com a minha avó não era essa moleza toda, mas com as filhas ele achava que tinham que ser super independentes e ter a vida própria, suas carreiras e não depender de marido", revela ela, que também explica o contraponto de seu avô às questões das quais ele discordava de Nara, mas ainda assim a deixava livre para ser e assumir suas posições políticas.

Nara chegou a largar a escola, pois passava as noites cantando, e depois dormia nas aulas. Porém, após a maternidade, decidiu cursar psicologia para compreender mais sobre o universo da maternidade e, com isso, teve que fazer um supletivo para prestar o vestibular. A sua intensidade e irreverência também foi destacada quando decidiu cantar músicas de Roberto Carlos, apesar da resistência de outros artistas. "Esperança e resistência hoje são duas palavras muito perigosas. A esperança não pode estar no lugar de esperar, ela precisa estar no lugar de esperançar. E eu acho que é muito importante a gente entender aquela geração e aquele momento, como um momento de acreditar mais do que de ter esperança. As pessoas acreditaram na própria potência de transformação", completa Isabel.
  
O episódio está disponível gratuitamente no Globoplay, no site da B9 e nas principais plataformas de áudio. O Mamilos é um podcast semanal que busca nas redes sociais os temas mais debatidos e traz para mesa um aprofundamento do assunto com empatia, respeito, bom humor e tolerância. O especial Mamilos Cultura é publicado às sextas-feiras, às 17h, e o Mamilos Debate às segundas-feiras, às 7h.

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