Mostra FALSOS DOCUMENTÁRIOS -- Como Contar uma Mentira na Cinemateca Brasileira


PROGRAMAÇÃO GRÁTIS DE 29 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO

 

Os Palhaços, do Federico Fellini, será exibido em 35mm na tela externa da Cinemateca, na sexta-feira, 30 de setembro

 

MATERIAL DE IMPRENSA: acesse aqui

 

 

As fronteiras entre filmes de ficção e documentários sempre foram tênues. Desde um dos primeiros documentários da história Nanook, o Esquimó (1922), de Robert Flaherty, o cinema documental utiliza ferramentas como a encenação e até a roteirização para retratar a realidade. Já a ficção sempre contou com improvisos e acidentes para tornar suas narrativas mais envolventes.

 

Em 1933, quando o cineasta surrealista Luís Buñuel filma o curta Terra Sem Pão, a linguagem documental é usada para retratar situações e personagens inventados a fim de expor a miséria no extremo norte da província de Cáceres, na Espanha. Nasce o primeiro pseudodocumentário, ou falso documentário. A partir daí, usar a forma, as técnicas de câmera e o estilo do documentário para contar histórias ficcionais se expande para todos os gêneros, do terror à comédia.

 

Mockumentariesfound footage, teorias da conspiração, bastidores do rock e manuais de como ser um assassino em série... Todas essas mentiras contadas de maneira convincente em filmes que desafiam as concepções do verdadeiro e do falso.

 

 


Mostra FALSOS DOCUMENTÁRIOS -- Como Contar uma Mentira

Cinemateca Brasileira | Sala Grande Otelo (210 lugares + 04 assentos para cadeirantes)

Largo Senador Raul Cardoso, 207 -- Vila Mariana

Ingressos gratuitos e distribuídos uma hora antes de cada sessão


 

Quinta-feira, 29 de setembro

 

20:00 -- PROCURA-SE (Tevya)

- diretor irá apresentar o filme antes da sessão -

Brasil, 2013, 44 min, cor, digital, 14 anos

Direção: Rica Saito
Elenco: Edu Viola, Mavutsinim Santana, Loira Cerroti, Luz Morena, Edu Rocha, Celso Junior

Sinopse: A história secreta do músico Mário da Rocha durante os anos 1960, totalmente apagada nos dias atuais.

 

21:00 -- ISTO É SPINAL TAP (This Is Spinal Tap)

EUA, 1984, 82 min, cor, digital, livre
Direção: Rob Reiner
Elenco: Rob Reiner, Michael McKean, Christopher Guest, Kimberly Stringer, Harry Shearer, Fran Drescher, Bruno Kirby

Sinopse: Em 1982, a lendária banda inglesa de heavy metal Spinal Tap é acompanhada pelo fã-cineasta Marti DeBergi (Rob Reiner). O rock doc resultante intercala performances poderosas da banda com cenas totalmente encenadas.

 

 

Sexta-feira, 30 de setembro

 

18:00 -- ACONTECEU PERTO DA SUA CASA (C'est arrivé près de chez vous)

Bélgica, 1992, 95 min, cor, dcp, 18 anos

Direção: Rémy Belvaux, André Bonzel, Benoît Poelvoorde

Elenco: Benoît Poelvoorde, Nelly Pappaert, Jacqueline Poelvoorde-Pappaert,

Hector Pappaert, Jenny Drye, Malou Madou, Willy Vandenbroeck, Rachel Deman

Sinopse: Uma equipe de filmagem segue um serial killer sem coração em sua rotina diária. Eles perdem sua objetividade e começam a se envolver mais do que deveriam.

 

20:00 -- área externa -- OS PALHAÇOS (I Clowns)

Itália, França, Alemanha Ocidental, 1970, 92 min, cor, 35mm, livre

Direção: Federico Fellini
Elenco: Riccardo Billi, Gigi Reder, Tino Scotti, Valentini, Federico Fellini, Anita Ekberg

Sinopse: O filme reflete a obsessão de infância de Fellini por palhaços e começa com um menino assistindo a um circo montado da janela de seu quarto. Uma "docu-comédia" que explora a autoridade, a pobreza, a humildade e a arrogância, manifestadas através dos personagens dos palhaços que variam do vagabundo louco por sexo a um discípulo mutilado de Mussolini.

 

 

Sábado, 01 de outubro

 

18:00 -- TERRA SEM PÃO (Las Hurdes)

Espanha, 1933, 27 min, p&b, digital, 14 anos

Direção: Luis Buñuel
Elenco: Abel Jacquin, Alexandre O'Neill

Sinopse: Um retrato de Las Hurdes, uma região remota da Espanha onde os camponeses locais tentam sobreviver sem as utilidades e habilidades mais básicas.

 

O JOGO DA GUERRA (The War Game)
Reino Unido, 1966, 48 min, cor, digital, 14 anos

Direção: Peter Watkins
Elenco: Michael Aspel, Peter Graham, Dave Baldwin

Sinopse: O Reino Unido pós-guerra nuclear. As consequências econômicas, sociais e humanas e os detalhes do sofrimento das vítimas.

 

20:00 -- F FOR FAKE: VERDADES E MENTIRAS (F for Fake)

França, Irã, Alemanha Ociental, 1973, cor, 89 min, dcp,12 anos

Direção: Orson Welles
Elenco: Orson Welles, Oja Kodar, François Reichenbach, Elmyr de Hory, Clifford Irving, Joseph Cotten, Howard Hughes

Sinopse: O filme apresenta o notório falsificador de arte Elmyr de Hory e o biógrafo de Elmyr, Clifford Irving, que também escreveu a célebre autobiografia fraudulenta de Howard Hughes. Em seguida, aborda a própria carreira reclusa de Hughes e Welles (que começou com um currículo falsificado e uma falsa invasão marciana).

"F for Fake: Verdades e Mentiras foi restaurado por Les Films de L'Astrophore e pela Cinemateca Francesa em colaboração com Documentaire sur Grand écran, a Cinemateca Suíça e o Instituto Audiovisual de Mônaco, com apoio de Hiventy e a Neuflize OBC Corporate Foundation. O trabalho de restauração de imagem e som foi realizado no laboratório da Hiventy a partir do negativo original e no Studio L.E. Diapason a partir das pistas de som em magnético 35mm."

 

 

CINEMATECA BRASILEIRA

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes -- FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.

O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 40 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

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