OBRAS DE CELSO JAMELO OCUPAM O ESPAÇO MATILHA CULTURAL A PARTIR DE QUINTA (04/05)

 

 

 


 "Fresta" , individual de Celso Jamelo

 

 

 

Nessa quinta (04), às 16h, acontece a abertura da exposição FRESTA, do artista-pintor Celso Jamelo, que ocupará o espaço de exposições na Matilha Cultural, que fica na Rua Rego de Freitas, 542 – República, SP. A curadoria é de Arnaldo de Melo.

 

Morador da Zona Leste, onde também trabalha, Jamelo tem uma produção intensa e marcada pelas cores e pelas tintas quase sempre secas, rugosas, ou distante das aguadas que até mesmo o óleo pode oferecer. O figurativismo dominante parece desdenhar a verossimilhança e resulta quase sempre em cenas alegres, porém, em alguns casos nos atormenta pelos títulos, como é o caso da série que acompanha a tela intitulada 8 de janeiro.

 

"Ele me propôs a curadoria. Mas ele me chegou com tudo pronto: os trabalhos a serem expostos já escolhidos, uma planta do local expositivo com a indicação exata para cada pintura, as legendas, a planta da sala, o guia o a ser impresso e, ainda, com o título da exposição – FRESTA – dito prontamente e sem titubear. E eu logo entendo que ele perfaz, dessa forma, também o papel de auto curador, no sentido do cuidado com que é capaz de falar sobre sua própria produção artística e do modo mais adequado para ex-por (pôr para fora) cada pintura. E não lhe falta um forte posicionamento acerca dos rumos a seguir, o que me surpreende", diz Melo.

 

Entre as obras da exposição, há cenas urbanas, que mostram ícones arquitetônicos como o Copan de Niemeyer, o Minhocão, uma esquina qualquer onde se vende Kebap (aqui conhecido como churrasco grego), a fachada de uma igreja ou mesmo um pequeno playground onde com crianças brincando.

 

"Habituado às ações reivindicatórias em prol do Direito à Cidade (como o conheci à altura da ocupação no Parque Augusta, em janeiro e fevereiro de 2015), Jamelo nasce artista-ativista, e passa a pintar tudo o que vê e apreende nas entranhas da megacidade onde vive. Me surpreendo com a cor em seus trabalhos, o que me remete diretamente aos expressionistas alemães, pois me parece correto associar, também, o que Jamelo vê e pinta em nossos dias ao horror sofrido pelos expressionistas um século atrás", explica o curador.

 

Abrangendo a variedade da obra de Jamelo, FRESTA é uma exposição que pretende dialogar com quem já conhece o trabalho do artista, mas também o apresentar a público em potencial que só tem a ganhar com essa descoberta.

 

FRESTA

Abertura 04/05, 16h

Matilha Cultural: Rua Rego de Freitas, 542 – República, SP

 

Sobre o Artista:

Celso Romanin Júnior, o Jamelo, escreve poesia, pinta quadros à óleo, produz filmes e eventos culturais e é ativista em projetos sociais.

 

Em 2014 realiza sua primeira pintura e inicia sua investigação visual autodidata. Expõe na Feira dos Prazeres, realizada Terreiro Eletrônico do Teat(r)o Oficina. Realiza o que viria a ser até então o maior museu a céu aberto de arte de Rua no CERET, junto a diversos artistas, como OZI, SISS, Veronica Nuvem e muitos outros. Criou com OZI a geloteca, também no CERET (Centro esportivo do Trabalhador) Participa da ocupação do Cine Art Palácio junto a performance AFRYKA-MOK e da fundação do SLAM RESISTÊNCIA.

 

Em 2015, produz Luz Negra e Tempo Norte Extremo no Teatro Pessoal do Faroeste. Em parceria com os antigos personagens da boca do lixo, realiza seu primeiro filme ao vivo: Deus e o Diabo na Cracolândia, transmitido no Festival Tropicália, em Lisboa, Portugal. Propõe e realiza um Núcleo de estudos para tentativa de recuperação do Cine Bijou. Junto a diversos coletivos, ocupa o Parque Augusta e intervém com suas pinturas junto a Simone Siss, Mundano, Alexandre Keto, Monge e outros artistas.

 

No ano seguinte (2016), funda o Sarau da Abolição no bairro do Bixiga, com caráter multilinguagem, que teve por intenção dialogar com os processos de criação do Teatro Oficina.

 

No Cine Olido, exibe MOLOTOV FRAME.

 

Em 2018, participou da criação do Poesia Akto - tríptico de poesia-cinema-corpo/memória e da direção do filme Poesia contra o Fascismo,  um registro histórico no SLAM Resistência de Mil Gregórios contra Jair Bolsonaro.

 

Em 2019, Jamelo trabalha como co-diretor dos filmes Fundo de Olho, com André Luiz Patrício e Tebas, em parceria com Lucas Koka Penteado. Participa, com Pedro Paulo Rocha, na criação do espetáculo Poesia Akto – Cápsula Zero, apresentado na Sala Oscarito do antigo Cine Bijou. Também neste ano participa de núcleos artísticos sediados em São Paulo, como ODEC, Figurino em Ação, TV Print, Slam Resistência, dentre outros, bem como trabalha na criação do Fórum Poéticas X Fascismo, no Tapera Tapera. Participa do WEB-DOC Rizoma Urbano! Estúdio CRUA - Sesc Consolação.

 

No ano seguinte (2020), Jamelo funda a Galeria Vitória, o Shangai Mercado Velho, o Bar e Café do Camunguella e amplia a Ocupação Cultural Edifício Vitória, localizado na esquina da Rua Dom José de Barros com a Av. São João, prédio este em que vendia livros e discos na calçada.   Realizava encontros entre editores, escritores, livreiros, músicos, compositores e cantores, cineastas tradicionais e marginais, gravuristas, grupos de dança, teatro e circo, grafiteiros e pichadores. Ainda em 2020, Jamelo atua na criação e na realização das rodas de leitura e dos saraus realizados em conjunto com a biblioteca Roberto Piva.

Participa da exposição coletiva Casulo, realizada no Atelier D'Venetta, inaugurado na Galeria Vitória, São Paulo.

 

Em 2021, participa da criação do Portal Fruta Preta, da rede de WebTV com programas de entrevistas e saúde mental: ArteZap, Papo Reto, Conversas Privadas de Interesse Público, Entretecer, Olho Humano e outros. Transmitidos ao vivo pelo Youtube e Facebook com retransmissão do cordão de retransmissores associados. Publica imagens e textos autorais no fanzine Fruta Podre. Participa da exposição coletiva Sarau D'Venetta em homenagem póstuma a Marina Veneta e realiza uma Intervenção SP-ARTE.

 

Em 2022, realiza sua primeira exposição individual na Galeria Metrópole, em São Paulo, com curadoria de Oscar D?Ambrosio e Indiara Nicoletti, por ocasião da Semana de Design 2022 e do evento Portas Abertas - Roteiro de Ateliês Centro e Zona Leste. Cria obras em realidade expandida em parceria com o app Artivive de Viena.

 

Realiza o Mural Público, banca corredor cultural, praça Dom José Gaspar, Cria dois grandes painéis, Roteiro Zona Leste, como parte  do 4o. portas abertas do roteiro de ateliês SP. Participa da exposição coletiva do Ateliê pássaro de papel,  junto ao 6o festival internacional de artes, FINART.

 

Cria, produz e cura a exposição Copan Connection, no Edifício Copan, SP.

 

Em 2023 lança a exposição Preto Sobre Branco, na Galeria Metrópole, junto a Semana de Design 2023, Re-inaugura a Exposição Copan Connection, junto a BommDesign, na DW2023 Semana de Design 2023, no Edifício Copan em SP e lança a exposição Ocupação Expográfica, com texto de Adriana Affortunati, dentro da mostra Quanto tempo temos,  no Edificio Virginia, junto a DW 2023.

 

Sobre a Matilha Cultura:

Espaço cultural, aberto as trocas e fruição das artes, constituído galeria de arte, cinema, shows e o mais puro artivismo.

A Matilha Cultural é um centro cultural independente localizado na região central de São Paulo. Fruto do ideal de um coletivo formado por profissionais de diferentes áreas, o espaço Matilha é preparado para apoiar e divulgar produções culturais e iniciativas socioambientais do Brasil e do mundo.


Serviço:

Abertura dia 04/05
Das 16h às 22h
Exposição:  de 04 de Maio até 04 de Junho
das 10h às 12h  e  das 13h às 19h
fecha às terças e aos domingos
confirmar visita por dm @matilhacultural  ou por agendamento (11) 951440401

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