CineSesc terá sessão especial de lançamento da série inédita Monumentos, que estreia como destaque na programação de maio do SescTV


 

A exibição especial será no dia 20/05, sexta, às 18h30, no CineSesc; 

 

Série documental será exibida no dia 23 de maio, às 20h, e conta com 12 episódios que propõem uma reflexão sobre a preservação e as transformações do patrimônio cultural hoje. A partir de diferentes vestígios do passado, os episódios desvelam maneiras específicas de transmitir e de circular conhecimentos, tradições e memórias.
 

Cena do episódio Álbum de Fotografia, da série "Monumentos" | Crédito: Divulgação

 

São Paulo, maio de 2022- O CineSesc terá uma sessão especial da série inédita Monumentos, no dia 20 de maio, às 18h30, com presença do diretor Paulo Pastorelo e de Lucília S. Siqueira, responsável pelos argumentos e textos. A série estreia no dia 23 de maio, às 20h, e também estará disponível sob demanda no site do canal. Na exibição especial serão apresentados dois episódios da temporada, Mausoléu e Álbum de Fotografia.

 

SescTV apresenta a série inédita Monumentos na programação deste mês. Com produção da Ebisu Filmes e Loma Filmes, a série documental dirigida por Paulo Pastorelo foi criada em parceria com a Profa Lucília S. Siqueira (Unifesp). Dividida em 12 episódios, ela aguça a sensibilidade dos espectadores para os dilemas do patrimônio cultural. A série será exibida a partir do dia 23 de maio, às 20h, e também estará disponível sob demanda no site do canal.

Monumento é aquilo que nos faz lembrar. No mundo em que vivemos há muitas "coisas-monumento" que nos lembram de outras coisas e até nos lembram daquilo que gostaríamos de esquecer. Abordando diferentes tipos de bens culturais em vários lugares do Brasil, os episódios fomentam a reflexão sobre a preservação e as transformações no patrimônio hoje e expõem maneiras específicas de transmitir e de circular conhecimentos, tradições e memórias.
 

Com mediação do professor José Tavares Correia de Lira (FAU-USP), live Monumentos: Uma leitura sobre os mais diferentes vestígios do passado, uma parceria entre o "Sesc Ideias" e o "SescTV'', será transmitida no dia 17/5, no canal do YouTube do SescSP. Para falar sobre a proposta da série e dos temas abordados nos episódios, o encontro contará com a participação do diretor Paulo Pastorelo e da Profa Lucília S. Siqueira (Unifesp), coautora da série.
 

Cena da série "Monumentos" | Crédito: Divulgação

 

No episódio Monumento, o primeiro da série, discute-se como se criam os monumentos e como o tempo modifica a maneira de olhá-los. Motivo de grandes festejos e acalorados debates no século XIX, a estátua equestre de D. Pedro I, localizada na Praça Tiradentes no Rio de Janeiro, figura hoje silenciada na paisagem urbana da cidade. Partindo desse primeiro monumento público do Brasil, o episódio explora o contraste com as estátuas que homenageiam Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector e Tom Jobim, situadas na orla sul carioca, que parecem não perder a capacidade de atrair os olhares e os afetos dos passantes.
 

Em Álbum de Fotografia, no dia 30 de maio, às 20h, memórias são revisitadas a partir de álbuns de fotografias de família, como singelos monumentos da vida privada. Lá estão guardados registros de momentos passados que só o vai e vem da memória é capaz de fazer aparecer.

 

Na sequência, no episódio Coleção, é apresentado o sentido de uma coleção, vista como uma espécie de monumento do olhar e dos interesses do próprio colecionador, aqui, representado na figura Emanoel Araújo, artista plástico e curador do Museu Afro Brasil.

 

Já a passagem do tempo e seu potencial para atiçar o olhar investigativo em busca da totalidade perdida são mostrados em Ruínas, episódio seguinte, que retrata o processo de restauração e preservação das ruínas de Alcântara/MA em contraposição ao Pico do Jaraguá/SP, ruína do tempo geológico.
 

Com base nos depoimentos de um monge budista e de uma senhora de origem judaica sefardita, o episódio Relíquia trata da relação que indivíduos e grupos estabelecem com as relíquias. É mostrado como essas diferentes tradições fazem circular as relíquias entre gerações, tomando-as objetos de devoção e atribuindo-lhes sentidos e poderes.

 

Em Restauro, sexto episódio da série, as opções e os limites do restauro são vistos a partir dos resultados alcançados para um convento franciscano colonial em Alagoas e no rosto de um senhor, recuperado com prótese após perder parte da face numa cirurgia de câncer de pele.
 

A importância das cópias na atualidade é discutida no episódio homônimo, Cópia, no qual o mercado de bens piratas, um cartório lotado de documentos e uma dupla de gêmeos, colocam em suspensão os sentidos que atribuímos para o que é original, autêntico, simulacro e cópia.

 

No episódio Patrimônio, o processo de patrimonialização de um bem cultural imaterial é visto a partir da experiência dos índios Wajãpi, do Amapá, cujas expressões gráficas e orais foram registradas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2002.

 

Em Saber, mostram-se diferentes maneiras de transmissão e aquisição de saberes:   de um lado um cirurgião cardiovascular com seus residentes ao longo de uma cirurgia-aula, do outro, um físico que constrói conhecimento em laboratório sob controles metodológicos estritos.

 

A partir do trabalho de um professor universitário de línguas antigas e da experiência de um imigrante haitiano no aprendizado do português em um Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos de São Paulo, o episódio Língua reflete sobre as línguas como lugares de fronteira, meio para se transitar entre sociedades e culturas.

 

Já em Vestígio, as políticas de memória e de apagamentos do evento conhecido como "Massacre do Carandiru" são tateadas a partir da reunião de vestígios dispersos nos registros oficiais da polícia, nos papéis do patrimônio, nos museus e no espaço urbano do Parque da Juventude.

 

Por fim, em Mausoléu, último episódio da série, mostra o túmulo monumentalizado do médium Chico Xavier, em Uberaba/MG, que mobiliza visitantes e acolhe suas variadas manifestações de fé e de afeto, contrasta com a cripta da família imperial em São Paulo, que pede apenas silêncio e reverência. No episódio Monumento, o primeiro da série, discute-se como se criam os monumentos e como o tempo modifica a maneira de olhá-los. Motivo de grandes festejos e acalorados debates no século XIX, a estátua equestre de D. Pedro I, localizada na Praça Tiradentes no Rio de Janeiro, figura hoje silenciada na paisagem urbana da cidade. Partindo desse primeiro monumento público do Brasil, o episódio explora o contraste com as estátuas que homenageiam Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector e Tom Jobim, situadas na orla sul carioca, que parecem não perder a capacidade de atrair os olhares e os afetos dos passantes.

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Em Álbum de Fotografia, memórias são revisitadas a partir de álbuns de fotografias de família, como singelos monumentos da vida privada. Lá estão guardados registros de momentos passados que só o vai e vem da memória é capaz de fazer aparecer.

 

Na sequência, no episódio Coleção, é apresentado o sentido de uma coleção, vista como uma espécie de monumento do olhar e dos interesses do próprio colecionador, aqui representado na figura Emanoel Araujo, artista plástico e curador do Museu Afro Brasil.

 

Já a passagem do tempo e seu potencial para atiçar o olhar investigativo em busca da totalidade perdida são mostrados em Ruína, episódio seguinte, que retrata o processo de restauração e preservação das ruínas de Alcântara/MA em contraposição ao Pico do Jaraguá/SP, ruína do tempo geológico.

 

Com base nos depoimentos de um monge budista e de uma senhora de origem judaica sefardita, o episódio Relíquia trata da relação que indivíduos e grupos estabelecem com as relíquias. Vemos como essas diferentes tradições fazem circular as relíquias entre gerações, tomando-as como objetos de devoção e atribuindo-lhes sentidos e poderes.

 

Em Restauro, sexto episódio da série, as opções e os limites do restauro são vistos a partir dos resultados alcançados para um convento franciscano colonial em Alagoas e no rosto de um senhor, recuperado com prótese após perder parte da face numa cirurgia de câncer de pele.
 

A importância das cópias na atualidade é discutida no episódio homônimo, Cópia, no qual o mercado de bens piratas, um cartório lotado de documentos e uma dupla de gêmeos, colocam em suspensão os sentidos que atribuímos para o que é original, autêntico, simulacro e cópia.
 

No episódio Patrimônio, o processo de patrimonialização de um bem cultural imaterial é visto a partir da experiência dos índios Wajãpi, do Amapá, cujas expressões gráficas e orais foram registradas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2002.

 

Em Saber, mostram-se diferentes maneiras de transmissão e aquisição de saberes: de um lado um cirurgião cardiovascular com seus residentes ao longo de uma cirurgia-aula, do outro, um físico que constrói conhecimento em laboratório sob controles metodológicos estritos.

 

A partir do trabalho de um professor universitário de línguas antigas e da experiência de um imigrante haitiano no aprendizado do português em um Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos de São Paulo, o episódio Língua reflete sobre as línguas como lugares de fronteira, meio para se transitar entre sociedades e culturas.

 

Já em Vestígio, as políticas de memória e de apagamentos do evento conhecido como o "Massacre do Carandiru" são tateadas a partir da reunião de vestígios dispersos nos registros oficiais da polícia, nos papéis do patrimônio, nos museus e no espaço urbano do Parque da Juventude.

 

Por fim, em Mausoléu, último episódio da série, o túmulo monumentalizado do médium Chico Xavier em Uberada/MG, que mobiliza visitantes e acolhe suas variadas manifestações de fé e de afeto, contrasta com a cripta da família imperial em São Paulo, que pede apenas silêncio e reverência.

 

Serviço:

Sessão Especial da Série Monumentos, no CineSesc

Episódios: Mausoléu (24 minutos) e Álbum de Fotografia (26 minutos)

Dir.: Paulo Pastorelo | Brasil | 2021 | Documentário | Livre

Dia 20 de maio, sexta-feira, às 18h30. Grátis.

CineSesc, R. Augusta, 2075

 

Série Monumentos - SescTV

Estreia no canal e sob demanda - dia 23/5, segunda-feira, às 20h.

Reapresentações: Dia 24/5, terça-feira, às 11h;

Dia 25/5, quarta-feira, às 15h;

Dia 26/5, quinta-feira, às 21h;

Dia 28/5, sábado, às 12h;

Dia 29/5, domingo, às 19h.

 

Lista de Episódios:

1. Monumento

2. Álbum de Fotografia

3. Coleção

4. Ruína

5. Relíquia

6. Restauro

7. Cópia

8. Patrimônio

9. Saber

10. Língua

11. Vestígio

12. Mausoléu

 

Live Sesc Ideias

Dia 17/05, terça, 16h

No canal do Youtube do SescSP

 

Participantes:
 

Paulo Pastorelo (diretor da série)

Arquiteto e urbanista formado pela FAU/USP e mestre em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais pela Universidade de Paris 3 -- Sorbonne Nouvelle. Em 2007 recebeu o prêmio de "melhor filme" no festival É Tudo Verdade com o documentário "Elevado 3.5", realizado em parceria com João Sodré e Maira Bühler. Em 2013 voltou ao festival com o documentário "Tokiori -- Dobras do Tempo", uma coprodução Brasil/França/Japão. Também dirigiu os documentários "Vale o Homem Seus Pertences" (2005), "Paisagens da Memória" (2010) e "Viva o Cinema!" (2017).

 

Profa. Lucília S. Siqueira (co-autora da série)

É professora de História, Memória e Patrimônio no Curso de História na UNIFESP desde 2009, onde integra o programa de mestrado profissional de formação de professores: Prof. História. Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (1999), foi professora de História do Brasil e trabalhou na Coordenação dos Cursos de Turismo e Administração Hoteleira da Faculdade Ibero-Americana entre os anos de 1990 e 2000. Entre outras publicações, é autora do livro Bens e costumes na Mantiqueira (2005). De 2003 a 2009 trabalhou na PUC-SP, lecionando nos cursos de História, Relações Internacionais e Turismo. Atualmente, tem se dedicado a estudar os problemas da memorialização da escravidão dos africanos e seus descendentes no território paulista.

 

Mediador

Prof. José Tavares Correia de Lira

Professor Titular da FAU-USP, autor de Warchavchik: fraturas da vanguarda (2011) e O Visível e o Invisível na Arquitetura Brasileira (2017). Ex-diretor do Centro de Preservação Cultural da USP e atual diretor do Centro Cultural Maria Antônia da USP.

 

Apresentação: Clóvis Carvalho
Técnico de programação do SescTV

 

Ficha técnica:

Direção, argumento, roteiro e pesquisa: Paulo Pastorelo

Argumento, roteiro e pesquisa: Lucília S. Siqueira

Pesquisa: Shirlei Soares

Textos de narração: Ana Martins Marques e Daniel Arelli; Giselle Beiguelman; Guilherme Gontijo FloresJoão Paulo Barreto TukanoJúlia de Carvalho HansenLuana Chnaiderman de AlmeidaLucília S. Siqueira; Marcelo Ariel; Nina RizziRappin' Hood e Ricardo Domeneck.

Coprodução: Ebisu Filmes e Loma Filmes

Realização: SescTV

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